plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 25°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS BRASIL

Dilma admite que saúde enfrenta problema de gestão

Após a Câmara dos Deputados rejeitar a criação de um imposto para a saúde nos moldes da antiga CPMF, a presidente Dilma Rousseff admitiu, em entrevista à TV Record, que o setor enfrenta um problema sério de gestão no país - e sugeriu que a própria populaç

twitter Google News

Após a Câmara dos Deputados rejeitar a criação de um imposto para a saúde nos moldes da antiga CPMF, a presidente Dilma Rousseff admitiu, em entrevista à TV Record, que o setor enfrenta um problema sério de gestão no país - e sugeriu que a própria população brasileira apoiaria uma nova taxa para garantir recursos adicionais que melhorassem os serviços públicos.

“Não estou pedindo hoje um aumento de impostos. Nós vamos melhorar a gestão da saúde neste país. E quando ficar claro para a população que ela precisa de mais coisa, ela mesma vai se encarregar de pedir”, disse Dilma, durante entrevista ao vivo aos apresentadores Chris Flores e Celso Zucatelli, do programa “Hoje em Dia”.

“Tem um problema sério de gestão, sim. A gente tem recursos e o uso desses recursos tem de ser melhorado”, afirmou a presidente, que considerou a área “desafiadora”. Dilma destacou que é preciso melhorar a qualidade dos hospitais, aumentar a quantidade de médicos e garantir que esses profissionais não se concentrem em regiões mais ricas do país. “Não sou, como diz a Bíblia, sepulcro caiado, não sou. Por que eu não sou? Porque eu tenho obrigação de falar para a população o que ela tem direito de ouvir”, disse.

A DERROTA
Em 2007, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva sofreu uma de suas maiores derrotas legislativas, quando o Senado derrubou a CPMF. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo publicada na segunda, 26, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, defendeu um novo imposto para a saúde, dizendo que o assunto deve ser um dos principais temas das eleições do ano que vem.

De acordo com a presidente, é possível contar “nos dedos” os países que possuem sistema universal de saúde de qualidade. Dilma comparou o investimento per capita brasileiro com o de países vizinhos e lembrou as dificuldades do presidente dos EUA, Barack Obama, em reformar o sistema de saúde.

“Se você for olhar, a Argentina, per capita, investe mais em saúde do que nós 42%. O Chile, 27% a mais e, se você olhar o setor privado versus o setor público no Brasil, o setor privado, per capita, está colocando duas vezes e meia a mais”, comentou.

“O que eu quero dizer com isso é o seguinte: não aceitem, em hipótese alguma, que a saúde no Brasil não precisa de mais dinheiro. Não é possível aceitar isso. Isso é uma coisa perigosa”.

Durante o café da manhã montado em uma mesa ao lado dos apresentadores, Dilma foi questionada se “acha bom” governar o Brasil, se sempre sonhou em ser presidente e se achava que poderia influenciar “muita gente” fora do país. A sucessão de escândalos que abalaram os nove meses do governo e levaram à queda de quatro de cinco ministros não foi assunto da conversa. (Brasília/AE)


VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Brasil

    Leia mais notícias de Notícias Brasil. Clique aqui!