Aos 14 anos, Mayza Zanette Coral foi diagnosticada com ceratocone, uma doença degenerativa da córnea que provoca danos à visão. No início, ela teve que usar lentes de contatos para corrigir o problema, mas com o tempo a doença se agravou e ela foi indicada ao transplante.
“Eu fiz o primeiro transplante há cerca de 20 anos nos dois olhos. Na época, a notícia não me assustou, porque eu já tinha confiança nos especialistas”, afirma Mayza. A cirurgia foi bem sucedida, mas a doença voltou e ela teve que fazer um novo transplante.
“O médico me avisou que eu faria o transplante novamente e que seria rápido. Eu estava bem tranquila, é claro que ainda assusta um pouco, mas 50% do transplante dependem da gente, da tranquilidade, do cuidado. E outros 50% é o fator médico, pois sempre há o risco de rejeição”, disse.
FORÇA
A cirurgia do primeiro olho foi bem sucedida. Em breve, ela acredita ter que passar por um novo transplante, do outro olho.
Mayza, no entanto, não foi a única da família que precisou se submeter ao tratamento. A irmã Valeria Bleyer Zanette também foi indicada ao transplante de córnea pelo mesmo motivo. O fato de enfrentarem a doença juntas também ajudou Mayza.
“Uma já sabia o que a outra iria passar. Nos ajudamos bastante. Tanto que ela [Valéria] é que foi comigo no dia da cirurgia”, comentou.
DOAÇÃO
Para quem ainda aguarda um transplante, Mayza aconselha manter a calma e ter esperança. “O transplante é simples, a recuperação é excelente”. Segundo ela, o procedimento cirúrgico também é bem tranquilo. “Fiz o transplante e já saí na clínica no mesmo dia. Depois têm que retornar para controle”, diz.
Mayza também fala sobre a importância da doação de órgãos. “É algo muito especial. Alguém que não está mais aqui deixou algo muito especial para a gente, porque não enxergar é uma dificuldade muito grande”, completou. (Band.com)
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