O defensor público Antônio Carlos de Oliveira, que representa um dos PMs (policiais militares) acusados pela morte do menino Juan, entrou com um mandado de segurança para que a coleta de material genético dos pais da criança seja feita no Rio de Janeiro.
Eles estão no Programa de Proteção à Testemunha e, por isso, a secretaria nacional de Direitos Humanos quer que o exame seja feito fora do Estado.
Caso Juan
O menino de 11 anos foi morto no mês de junho, em uma operação policial na favela do Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Juan desapareceu no dia 20 de junho, durante uma operação da polícia na comunidade. Ele voltava para casa com o irmão de 14 anos quando policiais do Batalhão de Mesquita entraram em confronto com um suposto traficante.
Na ocasião, os agentes afirmam que viram somente o irmão mais velho, de 14 anos, que foi ferido por duas balas perdidas no ombro e na perna. Mas, o adolescente contou aos pais que viu o irmão ferido e foi procurá-los. Quando o pai foi até o local, Juan não estava mais lá.
No dia 30 de junho, a polícia encontrou o corpo de uma criança à beira de um rio em Belford Roxo. No mesmo dia, a perícia negou que o corpo fosse de Juan e disse que era de uma menina. Entretanto, no dia 7 de julho, a chefe de Polícia Civil, Martha Rocha, confirmou que a ossada encontrada era mesmo de Juan.
(BAND)
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