A violência nas escolas de Belo Horizonte cresceu de forma assustadora. O número de ocorrências registradas em instituições públicas de ensino da capital cresceu 140% de acordo com os dados da Secretaria de Estado de Defesa Social. Foram 197 ocorrências registradas no primeiro semestre de 2011.
No mesmo período do ano passado, foram apenas 82. Desde o início do ano, foram quase duas ocorrências registradas a cada dia letivo nas escolas públicas da cidade.
Os dados da secretaria confirmam o cenário apontado também por outro levantamento, divulgado ontem, com base no serviço Disque-Denúncia do Sinpro/ MG (Sindicato dos Professores de Minas Gerais).
O serviço recebeu, nos primeiros oito meses de funcionamento, 83 ligações de professores que romperam o silêncio e decidiram denunciar agressões físicas e verbais sofridas na escola.
O levantamento mostra que, a cada três dias, uma agressão é registrada numa escola mineira. Foram 40 denúncias de agressões em escolas privadas e 43 nas públicas do Estado. As ocorrências não envolvem apenas os professores mas também alunos e diretores.
Grande parte das ocorrências é relativa aameaças, intimidações e assédio moral. Há ainda relatos de agressões físicas, verbais e tráfico de drogas.“Há um aumento nos casos de violência principalmente nas escolas particulares”, alerta o presidente do Sinpro/MG, Gilson Reis. Ele considera o número alto e preocupante. “Nosso objetivo é que a escola tenha violência zero”, assinala.
O sindicato quer criar uma comissão para discutir o problema com entidades e órgãos do governo. Mas alega que a ideia tem sido ignorada pelos donos de escolas e pelo Conselho Estadual de Educação.
ALMG debate violência
O combate à violência na escola é tema de um encontro que começa nesta terça e vai até quinta-feira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Pais, diretores e especialistas em educação discutem as ações que têm sido implementadas pelos governos para garantir a segurança de alunos e professores no ambiente escolar.
O Fórum Técnico Segurança nas Escolas já percorreu seis cidades mineiras e chega a Belo Horizonte para discutir questões como a integração com a comunidade e as famílias, ações para combater práticas de bullying e capacitação de educadores e docentes.
As principais discussões serão apresentadas e votadas na quinta-feira em uma plenária. As propostas aprovadas integrarão um documento que deverá subsidiar a formulação de políticas públicas para combater a violências nas escolas mineiras. (Band)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar