A presidente Dilma Rousseff chegou na noite desta terça-feira (horário local) na cidade de Sófia, em sua primeira visita oficial à Bulgária, país de origem de seu pai, que emigrou em 1929.
Dilma inicia uma visita oficial de dois dias - a primeira de um presidente brasileiro ao antigo país comunista do sudeste europeu -, que terminará na quinta-feira, com um retorno às suas raízes, durante uma viagem a Gabrovo, no centro.
A presidente brasileira, procedente de Bruxelas, deveria chegar a Sófia às 18h30 (15h30 de Brasília), mas autoridades aeroportuárias da capital búlgara anunciaram um atraso em seu voo.
A visita terá início oficialmente amanhã, com uma série de reuniões na capital, Sófia: com o presidente búlgaro, Georgui Parvanov, o premier Boiko Borisov e a presidente do Parlamento, Tsetska Tsacheva. Um acordo de cooperação econômica e uma declaração de cooperação no âmbito da informática serão assinados entre Brasil e Bulgária.
"O fato de Dilma Rousseff viajar à Bulgária em um de seus primeiros giros pela Europa representa um importante gesto político (...) Essa visita criará oportunidades entre os meios empresariais de ambos os países", disse uma porta-voz da chancelaria búlgara.
A presidente brasileira discursará ao fim de um fórum econômico búlgaro-brasileiro, do qual participarão grandes empresas brasileiras, como Petrobras, Vale, Eletrobras, Marcopolo e Embraer.
Na quinta-feira, terá início a parte mais emocionante da visita de Dilma, com um deslocamento da presidente até Gabrovo - a pouco mais de 200km de Sófia, aos pés da cadeia montanhosa dos Bálcãs -, onde ela espera encontrar parentes distantes. Um irmão de Dilma, Luben, nascido de um casamento anterior de seu pai, morreu em 2007.
A casa da família Rousseff não está preservada, motivo pelo qual a presidente discursará para os habitantes de Gabrovo no colégio onde estudou seu pai, cujo nome original era Petar Roussev. Ele emigrou em 1929 para a França; depois, para a Argentina; até se instalar no Brasil com o nome Rousseff. Com uma brasileira, formou uma nova família.
Em 1948, Pedro Roussef escreveu para sua mãe, Tsana, contando seu êxito como empresário da construção no Brasil, onde tornou-se pai de três filhos, entre eles Dilma. (Agência Brasil)
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