A filiação do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles ao PSD surpreendeu o PT paulistano, mas não embaralhou as análises para o cenário eleitoral de 2012. Na visão dos petistas, tanto Meirelles como o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif, ocupariam o mesmo “campo político”, isto é, o espólio do prefeito Gilberto Kassab. A diferença seria que Meirelles, um ex-tucano e ex-peemedebista, teria a cartada “Lula” na manga. Mas há dúvidas sobre qual efeito isso teria na massa dos eleitores, devido a seu perfil de “banqueiro”. - Qual é a chance do Meirelles na periferia de São Paulo? Ele não conhece esse mundo. Ele conhece o mundo da administração financeira. Não conhece bem os problemas na ponta, na vida das pessoas - disse o secretário-geral do PT, Elói Pietá, que apoia a pré-candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad.
Para o presidente do diretório municipal do PT, o vereador Antonio Donato, a eventual candidatura de Meirelles não muda a correlação de forças, já que, na sua avaliação, o ex-presidente do BC agrega conteúdo ao novo partido, mas não necessariamente novos segmentos eleitorais.
- Não está claro se ele será o candidato. Se for, não cria fato novo no campo político. Ele e Afif entram no espaço do Kassab, do PSD, que é forte na cidade, ressaltou. (São Paulo/AE)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar