Médicos que atendem pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em São Paulo participam de uma passeata nesta terça-feira na capital como parte das manifestações da categoria contra a baixa remuneração e as más condições de trabalho.
O grupo, que se concentrou na região da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, saiu em passeata por volta das 12 horas em direção à Câmara Municipal de São Paulo, no centro da cidade, para denunciar a situação dos médicos.
Dos 195 mil médicos que trabalham no SUS, a estimativa é que 100 mil deixem de atender, em 21 Estados. Apenas os casos de urgência e emergência deverão ser atendidos. O movimento nacional é liderado pela AMB (Associação Médica Brasileira), Fenam (Federação Nacional dos Médicos) e pelo CFM (Conselho Federal de Medicina).
Os médicos reivindicam mais financiamento para a saúde pública, reajuste salarial e melhores condições de trabalho, como aumento no número de leitos nos hospitais. Além disso, defendem também, pelo menos, dobrar o montante de dinheiro destinado pelos governos federal, estaduais e municipais ao sistema público de saúde.
As entidades são contrárias ao projeto de regulamentação da Emenda 29, aprovado pela Câmara dos Deputados, que define percentuais mínimos de repasse à saúde pela União, pelos estados e municípios.
(BAND)
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