Para se proteger de assaltos, furtos e agressões, donos de supermercados têm investido cada vez mais em segurança. É o que revela pesquisa sobre a violência nos estabelecimentos da capital, divulgada nessa terça-feira.
Segundo o levantamento, 78% dos donos de supermercados já presenciaram algum tipo de violência em seu estabelecimento, como furtos e agressões contra comerciários e até mesmo contra os próprios clientes.
“O crime mais comum é o assalto a mão armada nos caixas e muitas vezes os reforços de segurança não têm inibido a ação criminosa”, avalia Érica Fonseca, superintendente do Sincovaga-BH (Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios).
Para 55,8% dos lojistas entrevistados, a culpa pelo aumento da criminalidade é do governo. Outros 26%culpam a sociedade e 14,3% a Polícia Militar. Gilson Lopes, proprietário de um supermercado no bairro Prado, conta que o estabelecimento já foi assaltado três vezes nos últimos 40 dias. “Chegamos ao exagero de colocar, nos fins de semana, funcionários do lado de fora da loja para checar alguma movimentação suspeita e avisar a polícia", desabafa Lopes.
Reforçar a segurança do estabelecimento com alarmes e câmeras, mudar os horários de funcionamento da loja e contratar seguranças armados são as alternativas encontradas pelos proprietários para lidar com a violência, aponta o estudo do Sincovaga-BH.
(BAND)
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