A Secretaria Municipal de Saúde apresentou ontem o Plano de Contigência da Dengue e nele prevê um alto risco de epidemia da doença em 2012. A estimativa se dá por vários indícios, que vão desde a presença do sorotipo 4 da dengue até o fato de o inverno ter sido menos rigoroso neste ano. Tanto que o município não conseguiu interromper ou diminuir os casos da doença no inverno.
Neste ano foram 3.010 ocorrências, ante 2.647 no ano passado. Uma pessoa morreu da doença em 2011. “Em todas as semanas tínhamos casos de dengue”, disse o coordenador do Programa Municipal de Controle da Dengue, André Ribas Freitas. Os meses críticos são março e abril.
Uma epidemia é medida pelo número de casos mensais. Em janeiro, por exemplo, se for registrado mais de 86 casos, há uma epidemia. Em abril, a mesma situação se repete se forem contabilizados 285 doentes, segundo Freitas.
No novo plano, o coordenador explicou que irá focar duas ações de contenção para 2012. A primeira será o aperfeiçoamento das equipes de atendimento hospitalar no sentido de identificar os sintomas nos pacientes.
O segundo será centralizar ações de prevenção em escolas – locais considerados de grande fluxo de pessoas. “Iremos envolver os diretores de escolas públicas e particulares para que tomem ações de controle. Se houver infestação do mosquito da dengue (Aedes aegypti) nesses ambientes, o risco de contaminação é muito alto”.
A Saúde tem 160 pessoas envolvidas no controle da doença em Campinas.
(BAND)
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