A 3ª Vara Criminal de Niterói iniciou na manhã desta quarta-feira a série de audiências de instrução do processo sobre a morte da juíza criminal de São Gonçalo Patrícia Acioli, assassinada em agosto, no Rio de Janeiro. Onze policiais militares são acusados de terem participado do assassinato, entre eles, o coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, ex-comandante do Batalhão de São Gonçalo.
A previsão é que sejam ouvidas 14 testemunhas de acusação de hoje até quinta-feira. A primeira testemunha a ser ouvida é o promotor de Justiça de São Gonçalo Paulo Roberto Cunha. Nesta sexta-feira e na quarta-feira e quinta-feira da semana que vem, devem ser ouvidas cerca de 130 testemunhas de defesa. No último dia das audiências de instrução, os 11 réus serão interrogados.
O advogado Técio Lins e Silva, assistente de acusação, que representa a família de Patrícia Acioli, espera que o processo prossiga de forma tranquila e que seja feita justiça. “A posição da família é ter absoluta confiança na Justiça. Há uma prova indiciária muito forte, muito positiva, que possibilitou o oferecimento da acusação pública no início do processo. A prova é muito robusta”, disse.
A defesa do coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, acusado de participação no assassinato da juíza Patrícia Acioli, informou que vai entrar com um pedido de habeas corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça). O pedido feito ao Tribunal de Justiça do Rio foi negado nessa terça-feira.
O advogado Manoel de Jesus Soares disse que vai pedir a revogação da prisão ou a transferência de seu cliente do presídio de Bangu 1, o qual, segundo ele, é inadequado para o coronel. “Ele tem que ser transferido, na conformidade da lei, para uma unidade policial militar. Isso é o que a lei estabelece”, disse.
Para garantir a segurança da audiência, carros do Batalhão de Choque estão posicionados na parte de fora do Fórum de Niterói. Para chegar ao tribunal, é preciso passar por dois controles de segurança, com detectores de metal e revista de pertences.
(BAND)
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