O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, participa nesta quinta-feira de audiência na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados. Ele explicou a declaração feita nesta semana, de que só sairia do cargo “abatido à bala”.
“Cada um reage de um jeito e eu reajo indo pro debate, para o embate”, explicou. Ele também pediu desculpas à presidente da República. “Presidenta Dilma, peço desculpas: eu te amo!”
Para Lupi, é preciso que seja dado a ele e às pessoas ligadas ao seu ministério acusadas de participar do esquema de desvio de propina o direito de defesa. "Nós nos sentimos muito agredidos, porque há uma denuncia anônima."
Ele disse ainda que uma das instituições citadas na reportagem da revista Veja está sendo investigada pela Polícia Federal por irregularidades. Matéria aponta Anderson Alexandre Santos como operador de um suposto esquema de cobrança de propinas a ONGs que tinham contratos com o Ministério do Trabalho.
Lupi está na Câmara para prestar esclarecimentos sobre as denúncias de propina cobrada por assessores de seu ministério a ONGs (organizações não governamentais).
O ministro disse que quer resolver pendências sobre as prestações de contas da pasta. Ele informou que este mês recebeu comunicado do TCU (Tribunal de Contas da União) para que fizesse um cronograma a fim de reduzir o número de contratos sem registro no Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal).
“Quero fazer o possível e impossível para resolver os processos de prestação de contas que não estão no Siafi". destacou.
De acordo com Lupi, há 491 convênios na área de qualificação, dos quais 18 estão com prestação de contas rejeitadas.
(BAND)
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