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“Ser vice é querer ser subalterno”

O secretário estadual de Meio Ambiente e um dos pré-candidatos tucanos à Prefeitura de São Paulo, Bruno Covas descartou a possibilidade de ser vice em chapa encabeçada pelo PSD. A declaração foi dada durante entrevista à TV Estadão. “Você não tem prete

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O secretário estadual de Meio Ambiente e um dos pré-candidatos tucanos à Prefeitura de São Paulo, Bruno Covas descartou a possibilidade de ser vice em chapa encabeçada pelo PSD. A declaração foi dada durante entrevista à TV Estadão. “Você não tem pretensão de ser vice. Político que tem a pretensão de ser vice tem a pretensão de ser um subalterno”, declarou. Ele também fez algumas críticas à atual gestão do prefeito Gilberto Kassab - da qual o PSDB também faz parte. De acordo com o secretário, é preciso destacar conquistas como a Lei Cidade Limpa e o projeto Mãe Paulistana, mas, acrescenta que, “se o PSDB estivesse satisfeito, não pensaria em candidatura própria”.
A questão da candidatura própria tem sido bastante debatida por lideranças tucanas nos últimos dias. O ex-governador José Serra, por exemplo, avalia que o PSDB não tem um nome forte para disputar a Prefeitura em 2012 e defende que o partido apoie a possível candidatura do vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD).

ESCÂNDALO
Bruno comentou ainda o escândalo das vendas de emendas parlamentares na Assembleia Legislativa de São Paulo. Em agosto deste ano, o secretário concedeu entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo afirmando que recebeu proposta de propina de um prefeito paulistano. Depois, mudou sua versão, dizendo que citou o caso como exemplo. Na entrevista de hoje, o secretário reforçou sua versão de que falou como hipótese e afirmou ainda considerar que o episódio teve um final positivo: “Se o que há contra mim é dizer que eu não aceito recurso de corrupção, então eu estou muito bem”.
O pré-candidato, que tem 31 anos, acredita que sua idade não será problema na hora de ir para a urna. “A sociedade hoje não está tão conservadora quanto em momentos anteriores”, disse. Para ele, há disposição para “apostar na renovação, apostar na juventude e apostar no que possa levar a cidade efetivamente para o século 21”. Na sua avaliação, “o que um político precisa é ter sensibilidade, é saber escutar a população”. Bruno disse ainda que o mote de sua campanha será a questão da qualidade de vida. Segundo ele, é inaceitável que as pessoas tenham de andar quilômetros para chegar ao seu local de trabalho e que falte opções de lazer para a população.
Além de Bruno, os secretários estaduais Andrea Matarazzo (Cultura) e José Aníbal (Energia) e o deputado federal Ricardo Tripoli, disputam a indicação do partido. Os quatro se reúnem domingo com o governador Geraldo Alckmin para discutir as prévias. (AE)

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