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Ocupação do Complexo do Alemão faz um ano

Um ano atrás, o Complexo do Alemão ficou sob os holofotes com a ação cinematográfica de retomada do território pelas forças de Segurança. Foi em 28 de novembro de 2010 que o Estado decidiu entrar na comunidade, logo após ter tomado a Vila Cruzeiro, na Pen

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Um ano atrás, o Complexo do Alemão ficou sob os holofotes com a ação cinematográfica de retomada do território pelas forças de Segurança. Foi em 28 de novembro de 2010 que o Estado decidiu entrar na comunidade, logo após ter tomado a Vila Cruzeiro, na Penha.

O Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame conta que a implantação de uma UPP na Vila Cruzeiro e no Alemão só estava prevista para 14 ou 16 meses depois: “Faltavam blindados e grande efetivo para entrar lá”, conta. Mas os veículos incendiados por bandidos em todo o Rio fizeram com que o processo fosse antecipado. “A operação mobilizou 2,6 mil pessoas, que organizamos no gabinete em duas horas”.

"Um ano depois..." - Beltrame comenta a ocupação:

“O Alemão foi feito em outras circunstâncias. Não fomos fazer UPP e sim tentar acabar com o foco incendiário que replicava para o Rio inteiro. Não foi uma operação planejada. Pensamos: ‘Já que vamos entrar, então vamos ficar",diz o secretário Beltrame.

Exército: “Ele hoje faz um trabalho imprescindível, porque vai permitir que a gente volte lá sem trauma”.

UPP: “O Alemão está dominado pelo Exército. Temos problemas com drogas lá, como vamos ter em outros lugares. Onde houver renda e vício, vai ter drogas. Estamos prontos para começar a ocupar a comunidade, gradativamente, a partir de março. Todo o trabalho da implantação de uma UPP será feito, em quatro fases. Vamos entrar com (policiais do) Bope, Choque, Florestal, Canil e vamos ocupar novamente como se faz”.

Conflitos: “Qualquer tipo de denúncia ou acusação está sendo apurada e o Exército toma providências. Se os problemas existirem, eles serão imediatamente sanados e as pessoas punidas. Mas acho que a presença do Exército e da Força de Pacificação tem mais aspectos positivos”.

Polícia X morador: “Tenho certeza que esta relação está mudando. Mas só esta relação do Estado, representado pela polícia 24 horas, com a comunidade, não vai resolver. As pessoas têm que sentir que vale a pena estar do lado do Estado e não do tráfico. Ver que não tem mais lixo na porta... Sentir que o Estado está preocupado com elas”.

Social: “O problema social é uma preocupação. Não vai ser com a polícia que vamos vencer essa luta e, sim, levando dignidade a essas pessoas. Vejo muita obra toda vez que vou lá. Mas temos que entender que a carência é muito grande. Não vamos mudar totalmente um lugar desse em um ou dois anos. Quanto mais velocidade nessas propostas sociais, melhor. Agora cabe a nós mostrar que o que se quer é uma polícia que preste serviço”. (Band)

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