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Negromonte comenta mudanças em obras da Copa

O ministro das Cidades, Mário Negromonte, disse não ter qualquer participação na mudança de projeto do governo de Mato Grosso para trocar a implantação de uma linha rápida de ônibus pela construção de um VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), em Cuiabá. O proj

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O ministro das Cidades, Mário Negromonte, disse não ter qualquer participação na mudança de projeto do governo de Mato Grosso para trocar a implantação de uma linha rápida de ônibus pela construção de um VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), em Cuiabá. O projeto integra as obras para Copa do Mundo de 2014 e a mudança de modal, que implicaria custos extras em torno de R$ 700 milhões, teria sido determinada a partir de fraude em parecer técnico, conforme notícia do jornal O Estado de S. Paulo.

Em audiência pública na CMA (Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle) nesta quinta-feira, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) apresentou documentos comprovando que a diretora de Mobilidade Urbana do ministério, Luiza Gomide, teria modificado parecer técnico contrário à mudança do projeto de mobilidade em Cuiabá.

De acordo com o parlamentar, nota técnica assinada em agosto pelo analista de Infraestrutura Igor Guerra não recomendaria a mudança de modal. Ainda conforme Alvaro, a nota teria sido substituída em outubro por outra favorável à mudança, assinada por Luiza Gomide, mas com mesmo número e data da primeira.

"Se fosse algo insuspeito, teria sido incluída nova nota técnica, para contestar a anterior, alegando erro de natureza técnica. O que levantou a suspeita e a denúncia como fraude foi o procedimento fraudulento de troca da nota técnica", reforçou Alvaro Dias.

O ministro explicou que a mudança de modal foi solicitada pelo governador do Mato Grosso, Silval Barbosa, sob a alegação de que o projeto original exigiria muitas desapropriações e estaria desatualizado. O governo federal, segundo disse, aceitou a possibilidade de mudança, mas manteve o aporte inicial de R$ 423 milhões, previstos no PAC da Copa do Mundo de 2014, ficando os custos extras sob responsabilidade do governo do estado.

O ministro reconheceu que houve mudança de parecer no projeto de Cuiabá, mas disse não ter sido informado na ocasião, uma vez que Luíza Gomide e também seu chefe de gabinete, Cássio Peixoto, integram o grupo executivo de obras da Copa, tendo autonomia para atuar junto ao colegiado.

"Não determinei à diretora ou a meu chefe de gabinete que fizessem qualquer gestão a respeito disso [mudança de parecer]. Houve divergência, o técnico deu um parecer e a doutora Luíza Gomide, como diretora, refutou o parecer e deu outro".

Questionado por Alvaro Dias, Negromonte disse não ter sido informado sobre a mudança, à época, e, que, ao tomar conhecimento do fato, deliberou pela instalação de sindicância e o envio de documentação a respeito ao Ministério Público.

"Estou esperando que o Ministério Público e a sindicância apurem. Os que realmente forem culpados, serão afastados. Se houve erro, vai ter punição. Nem eu nem a presidenta Dilma vamos passar a mão na cabeça de ninguém", afirmou o ministro. (Agência Senado)

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