Doze dos 18 corpos indentificados de vítimas brasileiras do voo 447 da Air France ainda não chegaram ao Brasil por problemas de documentação. Por causa de falhas na comunicação entre as partes, a Justiça francesa não tem dados como local de nascimento das vítimas, necessários para liberação dos corpos, segundo a BBC.
O consulado brasileiro diz que dados foram enviados ao serviço funerário da Air France. No entanto, a juíza francesa Sylvie Zimmermann, que julga a ação, requisitou informações sobre passageiros à Interpol, recusando os dados enviados pela Air France.
O acidente com o avião da Airbus deixou 228 mortos, mas as equipes de resgate conseguiram resgatar apenas 104 corpos.
Acidentes
De acordo com o presidente da Associação das Famílias e Vítimas do Voo 447 da Air France, Nelson Faria Marinho e pai de um rapaz que foi sepultado na última semana, houve seis acidentes envolvendo esse tipo de aeronave nos últimos três anos. Entre eles, o ocorrido um mês após a queda do voo 447, com um avião da Yemenia Air que decolou de Marselha rumo ao Iêmen, com 153 pessoas a bordo, e que explodiu. Outro acidente ocorreu com um Airbus da Afriqiyah Airways, que caiu em Trípoli, na Líbia, em maio de 2010, com 104 pessoas a bordo.
“Tirar de linha sei que é difícil, porque esses aviões custam milhões de dólares. Mas é preciso que façam uma revisão na construção dessas máquinas, criem uma alternativa para dar mais autonomia ao piloto, alguma coisa para consertar esse defeito de fabricação”, disse ele.
A associação representa parentes de 48 vítimas, todas brasileiras. Algumas famílias já fizeram acordos com a Air France e vários processos tramitam no Judiciário brasileiro.
(BAND)
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