Equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro intensificaram hoje (26) as buscas por vítimas dos desabamentos de três prédios no centro da cidade. Pelo menos cinco pessoas ficaram feridas – quatro homens e uma mulher – e 20 estão desaparecidas. Cães farejadores identificaram dois focos onde, possivelmente, existam pessoas soterradas. Por segurança, a área, que é bastante movimentada, foi interditada desde a madrugada.
Policiais investigam as causas dos desabamentos. A suspeita mais provável, segundo os investigadores, é de colapso nas estruturas dos prédios, como falhas nas projeções. O trabalho é dificultado pela poeira e a sujeira no local. Um grupo de 80 homens do Corpo de Bombeiros, com o apoio da Polícia Militar e da Defesa Civil, trabalham na área.
Vários carros que estavam estacionados na região ficaram cobertos de poeira em decorrência dos escombros. Edifícios localizados em volta dos prédios desabados também ficaram encobertos, como o prédio no qual funcionava uma agência do Banco Itaú e uma padaria. Nas proximidades também fica o tradicional Bar Amarelinho, que reúne políticos, artistas e jornalistas há décadas.
As cinco pessoas feridas foram retiradas dos escombros e levadas para o Hospital Municipal Souza Aguiar. Não há detalhes sobre o estado de saúde dos quatro homens e mulheres.
A QUEDA
Três prédios comerciais vizinhos desabaram ontem (25) à noite no centro do Rio. O Edifício Liberdade, de 20 andares, que ficava atrás do Theatro Municipal, no número 44 da Avenida Treze de Maio, e o Colombo, de dez andares, nos fundos, na Rua Manoel de Carvalho, viraram uma montanha de escombros. Um terceiro prédio, de quatro andares, também desabou, confirmou no início da madrugada Daisy Chaves, proprietária do imóvel.
O desabamento ocorreu por volta de 20h30. O prefeito Eduardo Paes (PMDB) foi ao local e disse que havia pessoas no edifício Liberdade quando ele desabou - o prédio só costumava fechar às 21 horas. Mas não soube precisar o número.
Segundo Paes, a princípio não houve explosão e o desabamento não teve relação com vazamento de gás. "Parece que um dos prédios tinha um dano estrutural que causou o desabamento, e esse prédio teria levado o outro", declarou Paes, antes de saber do desmoronamento do terceiro edifício. As operações de resgate prosseguiriam durante a madrugada. Foi montado um posto para atender parentes de desaparecidos.
Na hora do desabamento, muitas pessoas corriam em direção à Avenida Rio Branco em busca de transporte, com medo de usar o metrô, gritando para alertar sobre o desabamento. Veículos foram atingidos por destroços e ônibus paravam no meio da pista.
Metrô funcionará normalmente
Houve suspeita de que os destroços teriam atingido a linha do metrô que passa embaixo da Treze de Maio, o que levou a concessionária a interditar a passagem dos trens durante a noite e a madrugada.
Em entrevista coletiva, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, afirmou que, de acordo com o presidente do Metrô, nenhuma das estações localizadas naquele trecho da cidade sofreu qualquer tipo de abalo estrutural e toda a malha metroviária da capital fluminense funcionará normalmente nesta quinta-feira (26).
"O presidente do Metrô já esteve aqui e garantiu que o metrô funcionará normalmente", disse. Quatro estações chegaram a ficar fechadas após o incidente ocorrido na Avenida Treze de Maio.
(Agência Brasil e Agência Estado)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar