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Governo volta a criticar ação no Pinheirinho

O desabafo da presidente Dilma Rousseff, que qualificou de “uma barbárie”, no Fórum Social de Porto Alegre, a forma de desocupação de Pinheirinho, no fim de semana, foi reforçado pelo secretário de Articulação Social do Palácio do Planalto, Paulo Maldos,

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O desabafo da presidente Dilma Rousseff, que qualificou de “uma barbárie”, no Fórum Social de Porto Alegre, a forma de desocupação de Pinheirinho, no fim de semana, foi reforçado pelo secretário de Articulação Social do Palácio do Planalto, Paulo Maldos, para quem a operação violou direitos humanos e mostrou o desprezo das autoridades paulistas pelo diálogo. “Para mim, estava em jogo a opção entre civilização e barbárie”, disse o secretário. “Eles preferiram a violência, a exclusão social e o confronto”, enfatizou.

A postura do governo federal, pela negociação e não criminalização de movimentos sociais, é vista como um contraponto à opção legalista do governo tucano de Geraldo Alckmin, no contexto da delimitação de terreno ideológico da disputa eleitoral que o Planalto pretende acirrar em São Paulo. A responsabilidade pela ação foi assumida integralmente pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, mas o ônus político ficou com o governo tucano, ao qual pertence a maior parte das tropas mobilizadas.

Maldos estava em Pinheirinho no dia da reintegração de posse da área e foi ferido por uma bala de borracha disparada por policiais militares. Na operação, feita de surpresa às 6h no domingo, sem qualquer aviso às autoridades federais e estaduais que ainda negociavam uma solução pacífica, cerca de 6 mil pessoas foram retiradas à força de suas casas e levadas para alojamentos públicos. Os moradores resistiram e, no confronto, 18 pessoas saíram feridas, uma delas com munição real.

O secretário disse que foi desrespeitado na condição de representante do governo federal e que a Polícia Militar estava instruída apenas a bater, atirar e não dialogar. “(Os policiais) Trataram o povo como inimigo, como se fosse uma operação de guerra”, relatou Maldos, repetindo a definição dada ao episódio pelo ministro Gilberto Carvalho (chefe da Secretaria Geral da Presidência), a quem ele representava nas negociações. “Ninguém perguntava ou respondia nada, apenas atacavam”, resumiu.

Apesar disso, o secretário disse que o diálogo do governo federal não está rompido com as autoridades estaduais e as negociações para solução do impasse serão retomadas em breve. Ele coordenou no Planalto uma reunião técnica com representantes do Ministério das Cidades, da Secretaria Especial de Direitos Humanos e da AGU. (Agência Estado)

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