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Decisão sobre o caso Eloá sairá nesta quinta-feira

As atividades do terceiro dia de julgamento de Lindemberg Alves, 25 anos, acusado de assassinar a jovem Eloá Pimentel, após mantê-la  em cárcere e sob a mira de uma arma por cerca de 100 horas, foram finalizadas por volta das 19h30. O júri volta a se

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As atividades do terceiro dia de julgamento de Lindemberg Alves, 25 anos, acusado de assassinar a jovem Eloá Pimentel, após mantê-la em cárcere e sob a mira de uma arma por cerca de 100 horas, foram finalizadas por volta das 19h30. O júri volta a se reunir nesta quinta-feira, por volta das 9h, para os debates entre defesa e acusação. Depois disso, a juíza Milena Dias deve anunciar a condenação de Lindemberg.

O terceiro dia do julgamento foi marcado pelo depoimento do réu. Lindemberg começou a falar por volta das 14h30 desta quarta-feira. Ele afirmou que iria contar toda a verdade, pois tinha uma dívida com a família da vítima.

O jovem contou que assim que chegou à casa da namorada ficou surpreso ao ver que os três amigos de Eloá (Victor Lopes, Iago Vilela de Oliveira e Nayara) estavam lá, por isso mesmo mandou que eles saíssem, mas o trio se recusou.

Lindemberg pediu perdão à mãe de Eloá, Ana Cristina Pimentel. “Quero pedir perdão para a mãe dela em público, pois eu entendo a sua dor. Era muito amigo da família”, afirmou.

A chegada da polícia teria deixado o réu apavorado. Ele afirmou que não sabia o que fazer, e que ficou com muito medo de sair do apartamento, pois não tinha idéia de qual seria a reação dos policiais.

No depoimento o acusado contou que o tempo que ficou com as duas meninas no apartamento foram momentos de muito nervosismos, mas também havia situações de descontração, como nas horas em que eles ouviam música, ou, então, quando a própria Eloá preparou uma sobremesa para eles.

Sobre o disparo que matou Eloá, Lindemberg confessou que realmente atirou contra a jovem: “Puxei a arma quando ela começou a gritar comigo, mentindo que não tinha ficado com o Victor. Quando a polícia invadiu, a Eloá fez menção de levantar e eu, sem pensar, atirei. Foi tudo muito rápido”.

O revólver usado no crime foi comprado em um parque por R$700. Lindemberg disse que vinha sofrendo ameaças de morte pelo telefone e por isso se armou. Ele ainda afirmou que não se lembra de ter atirado em Nayara.

(DOL, com informações da Agência Estado)

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