Em janeiro, a pesquisa de preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o cálculo do IPCA captou um aumento médio de 0,88% nos preços do subgrupo Eletrodomésticos e Equipamentos ante uma queda de 2,68% em dezembro. O preço da geladeira teve aumento de 0,50%; o da máquina de lavar, de 0,24%; o do fogão, de 0,21% e o do micro-ondas, de 0,05%.
Para o economista da LCA Consultores Fábio Romão, essa alta causou estranheza na consultoria. “Nos causou estranheza o aumento da inflação do segmento Eletrodomésticos e Equipamentos em janeiro”, disse. Com base no histórico recente de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre eletrodomésticos, a consultoria acreditava que os preços da linha branca fossem continuar recuando nos meses subsequentes ao da redução do imposto.
A expectativa era que se repetisse o que já havia ocorrido com os preços dos produtos do setor em 2009, quando eles caíra, “Isso ocorreu em 2009. Em meados de abril daquele ano, o governo anunciou corte do IPI e os preços da linha branca caíram no próprio mês, em maio, junho e julho. Olhando para este histórico recente, tudo indicava que o movimento se repetiria”, observa Romão.
Segundo o presidente Associação das Empresas de Eletrodomésticos (Eletros), Lourival Kiçula, os aumentos dos preços não partiram da indústria e sim da rede varejista.
CLÁUSULA
“Eu não sei de nenhuma indústria da Eletros que tenha aumentado preço. Até poderiam aumentar porque quando foi concedida a redução do IPI não teve nenhuma cláusula que proibisse aumento de preço. Mas a indústria não aumentou preço”, disse Kiçula. De acordo com ele, nem se pode acusar o varejo de ter aumentado preço porque boa parte da rede reduziu os preços além da queda do IPI. “O que está acontecendo agora é uma recomposição de preços”, pondera.
Romão tem raciocínio parecido com o do presidente da Eletros. De acordo com ele, uma hipótese para os preços terem subido em janeiro é que ao perceber que a diminuição dos preços além da gerada com a redução do IPI não elevou o volume das vendas a ponto de conferir lucros aos revendedores como ocorreu em 2009. (Agência Estado)
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