No papel de bombeira da aliança, a presidente Dilma Rousseff usou sua visita a Fortaleza para tentar cimentar as relações do PT com o PSB local, tensão que se reproduz em outras localidades como trailer das eleições municipais deste ano.
Os dois partidos estão em disputa pelo nome que será o indicado à prefeitura local. Ao contrário do que foi anunciado, o governador Cid Gomes (PSB) e a prefeita petista Luizianne Lins ciceronearam juntos a presidente em todos os cinco eventos.
No almoço, oferecido pelo governador, sentaram-se à mesma mesa e, no final do dia, Dilma fez questão de colocar os dois em seu carro. Os três foram “apertadinhos” como disse o governador, no banco de trás. Foi mais um gesto que a presidente fez para mostrar que eles têm de se entender, reiterando os discursos que fizera pela manhã.
No final, antes de entrarem no carro para irem em direção ao aeroporto, Luizianne e Cid tiraram foto lado a lado, abraçados, fazendo “v” de vitória, tentando mostrar que está tudo bem entre eles.
Pela manhã, a visita de Dilma ao Ceará começou sob um clima político ruim. Ao chegar a Maracanaú, na região metropolitana da capital cearense, para anunciar investimentos na implantação da linha leste do metrô, a presidente chegou a ser recebida sob aplausos. Mas o mesmo tratamento não foi dispensado à prefeita e a Cid Gomes.
Maracanaú, na região metropolitana da capital cearense, é governada pelo PR, outro partido da base no plano federal, mas em oposição à aliança PT-PSB. Luizianne não tinha presença confirmada no evento. Quando chegou, recebeu vaias e até tentou discursar, mas o público não abriu espaço para que ela falasse. Sob forte chuva, a tensão foi maior em relação ao governador Cid Gomes (PSB), que foi recebido por uma plateia que gritava: “ditador, ditador”.
Além de estarem em “território inimigo” de uma prefeitura que não os apoia, Luizianne e Cid Gomes estão brigados. Há, inclusive, dúvidas sobre a possibilidade de manter a aliança PT-PSB na região para as eleições. (Agência Estado)
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