As famílias da região Norte estão mais otimistas em relação à economia brasileira. O resultado do Índice de Expectativas das Famílias, levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado ontem, mostra que, ao contrário da média brasileira - que ficou em 67,2 pontos em fevereiro, depois de registrar 69 pontos em janeiro - a população do Norte do Brasil sente mais segurança na política econômica do país. O índice de confiança subiu de 62,1 no primeiro mês do ano para 62,9 no mês passado.
O Sudeste também registrou mais, passando de 68,5 pontos em janeiro para 68,8 pontos em fevereiro. Nas demais regiões houve queda na credibilidade: no Centro-Oeste o índice passou de 84,8 para 73,3 pontos, no Nordeste de 66,7 para 63,9 pontos e no Sul de 71 para 66,6 pontos.
Sobre a expectativa das famílias quanto à situação econômica do país no curto prazo, houve um decréscimo de 1,7 pontos em relação ao mês de fevereiro, quando 63,2% das famílias acreditava que o Brasil passará por melhores momentos nos próximos 12 meses.
A região Centro-Oeste é a mais otimista com 80% das famílias acreditando que o Brasil estará melhor do ponto de vista econômico nos próximos 12 meses, seguida do Norte, que saltou da terceira para a segunda região.
A expectativa sobre a situação financeira da família para o próximo ano é mais otimista, com 85,8%. O Norte, além de continuar como a mais otimista (96,3%), apresenta-se, ao lado do Sudeste (87,6%), como uma das regiões onde houve aumento no índice em relação ao mês anterior. As demais regiões, apesar de continuarem com resultados positivos acima de 80%, apresentaram queda em relação ao mês de janeiro.
De acordo com o Instituto, a segurança no mercado de trabalho pode ser considerada a “peça-chave” para entender o otimismo das famílias. Grande parte dos trabalhadores entende que há segurança, embora elas não ofereçam ascensão profissional e salarial. O Norte é a região em que os responsáveis pelos domicílios se sentem mais seguros, com 96,9%, superior ao contabilizado em janeiro (96,1%). A segunda com maior nível de segurança na ocupação do responsável pelo domicílio é o Centro-Oeste (91,6%). Em seguida aparece a região Sul, com 87,6%. (Diário do Pará)
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