Passados 11 anos do assassinato do adolescente Lucas Terra, então com 14 anos, em Salvador, crime que chocou o País, o pai da vítima, Carlos Terra, decidiu acampar na frente do Fórum Ruy Barbosa para cobrar agilidade da Justiça no julgamento de dois acusados de participar do crime. O protesto foi iniciado às 6 horas de ontem (segunda-feira).
Lucas foi queimado vivo em 21 de março de 2001, por motivos ainda não esclarecidos. Três pessoas - um ex-bispo e dois ex-pastores da Igreja Universal do Reino de Deus, frequentada pelo adolescente - foram acusados pelo crime. O pastor Silvio Roberto dos Santos Galiza foi condenado, em novembro de 2005, a 18 anos de prisão pelo crime.
Galiza nega participação no crime pelo qual cumpre sentença, em regime semiaberto, e acusa dois ex-colegas de igreja, o ex-bispo Fernando Aparecido e o ex-pastor Joel Miranda, pelo assassinato. Os dois, apontados pelo Ministério Público como coautores, ainda não foram julgados. "Minha mulher chora todos os dias, eles tiraram nossa vida e estão sendo absolvidos pela lentidão da Justiça", reclama Terra. "Não aguento mais a espera."
Em nota, o Tribunal de Justiça da Bahia informou que os trâmites dos julgamentos estão "dentro da normalidade" e que "todos os profissionais envolvidos no julgamento, desse caso, estão trabalhando com empenho para que a justiça seja efetivada".
(Agência Estado)
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