O Palácio do Planalto desmentiu os boatos que circularam no Congresso durante todo o dia de que seriam realizadas novas mudanças no ministério. Nos boatos, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, seria substituída pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que abriria vaga para Fernando Pimentel, atual ministro do Desenvolvimento.
Para a pasta de Pimentel seria supostamente indicado o senador Blairo Maggi (PR-MT). “Os boatos sobre trocas ministeriais envolvendo os ministros Ideli Salvatti, Paulo Bernardo e Fernando Pimentel são exatamente isto: apenas boatos”, disse a presidente Dilma Rousseff por meio do porta-voz, Thomas Traumann.
ANA, A AMEAÇADA
A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, rebateu críticas de que a pasta favoreceria o Ecad. Durante audiência pública na Comissão de Educação e Cultura da Câmara, a ministra se disse vítima de uma “campanha de má-fé” e criticou a imprensa.
Ana de Hollanda afirmou que as acusações são “levianas” e que a nova proposta da Lei de Direito Autoral - em análise na Casa Civil - prevê a supervisão do escritório. “Não estamos, inclusive, contemplando o Ecad (na lei) como eles gostariam que contemplássemos.”
“Acho que existe certa insinuação, até por parte da imprensa, de uma relação específica com o Ecad, o que é inverídico. É claro que há setores que insistem em insinuar, em fazer acusações levianas, de má-fé”, rebateu.
Ao falar sobre a atuação do Ecad, a ministra aproveitou para falar de pirataria, prática que, segundo ela, pode “matar a produção cultural brasileira”. “Hoje em dia a pirataria é feita assim. É copiado através da internet, e isso se multiplica, está sendo distribuído e vendido pela internet. Daí a preocupação do MinC com essas questões”, afirmou.
Questionada sobre a revisão da Lei de Direito Autoral, a ministra justificou-se: “Abri novamente para discussão, sim, mas para além do que já estava aprovado. Agora o projeto está sendo trabalhado na Casa Civil. Acho que pode ser aprimorada. A versão inicial não estava madura para ser mandada como estava e vários setores argumentaram que não haviam sido ouvidos.” (AE)
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