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Resistência à crise não é ilimitada, diz Dilma

A capacidade brasileira de resistir à crise financeira mundial “não é ilimitada”. A constatação é da própria presidente Dilma Rousseff, em declaração à publicação do grupo de pesquisa dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), à qual o Grup

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A capacidade brasileira de resistir à crise financeira mundial “não é ilimitada”. A constatação é da própria presidente Dilma Rousseff, em declaração à publicação do grupo de pesquisa dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), à qual o Grupo Estado teve acesso.

“Como outros países emergentes, Brasil tem sido até agora menos afetado pela crise global. Mas nós sabemos que a nossa capacidade de resistir não é ilimitada. Queremos e podemos ajudar, enquanto ainda houver tempo, aqueles países onde a crise já está aguda”, disse a presidente Dilma, que desembarca na terça-feira, em Nova Délhi, para participar da 4ª reunião dos Brics.

Os cinco presidentes dos países que integram os Brics dão depoimentos para o documento, mas foi a presidente Dilma quem demonstrou maior preocupação com a crise. Em um texto curto, de apenas quatro parágrafos, a presidente citou seis vezes a palavra crise e, dos cinco, foi a única a se referir explicitamente à turbulência internacional.

A presidente tem motivos para tanta preocupação. Afinal, o Brasil com o “pibinho” de 2,7% de crescimento em 2011 foi o país que apresentou menor índice entre os cinco. O Brasil também cresceu menos que a média de toda a América Latina, que foi em torno de 4%.

“Está claro, agora, que a prioridade da economia mundial deve ser resolver o problema desses países que enfrentam crises da dívida soberana e reverter a maré recessiva atual”, afirmou Dilma no documento. E recomendou: “os países desenvolvidos devem colocar em ordem políticas coordenadas para estimular as economias que estão extremamente enfraquecidas pela crise”.

A presidente defende no texto um novo tipo de cooperação entre países emergentes e desenvolvidos, que possa ser construída com “solidariedade e responsabilidade”.

ÍNDIA
A viagem da presidente Dilma Rousseff incluirá uma visita oficial à Índia, com discussões bilaterais com objetivo de aumentar o comércio entre os dois países dos atuais US$ 9,1 bilhões para US$ 15 bilhões, até 2015. Nos dias 28 e 29 de março, paralelamente aos Brics serão realizados dois fóruns financeiros com objetivo analisar possibilidades de estímulo ao comércio, que hoje é da ordem de US$ 250 bilhões. Um deles será com a presença de presidentes ou representantes de bancos centrais dos quatro países, e o outro com ministros da economia. Sessenta empresários também acompanharão a presidente Dilma na visita. Os integrantes do grupo querem consolidar os Brics como referência no cenário econômico e político internacional, tomando posições conjuntas, para fortalecer as ideias defendidas pelos emergentes.

Durante as reuniões empresariais, as autoridades brasileiras querem apresentar a diversidade do mercado exportador do Brasil, mostrando que ele não se resume a produtos agrícolas. (AE)

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