A cada começo de ano, as pessoas se enchem de expectativas. Novas metas, sonhos e, segundo a política instaurada pelo governo federal, um novo salário na conta bancária. Para 2013, foi enviada, na última sexta-feira, uma proposta para a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que define o aumento dos atuais R$ 622 para R$ 667,75. A mudança começaria a valer a partir de janeiro do próximo ano, com pagamento em fevereiro. Para 2014 e 2015, a estimativa do governo para o salário mínimo é de R$ 729,20 e de R$ 803,93, respectivamente.
Desde 2011, o poder público tem adotado medidas para retomar o crescimento econômico, que junto com a recuperação internacional, deve impulsionar a economia brasileira. No Pará, isso significa já no segundo semestre deste ano um crescimento mais acentuado, que ficará acima do desempenho de 2011. “No Estado, a tendência é de índices positivos, pois nos últimos três anos registramos recordes de criação de emprego e expansão industrial”, explicou o economista Roberto Sena, supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos no Pará (Dieese).
FLUXO
Isso significa que mesmo a crise internacional não deve interromper o bom fluxo econômico da região, que se expande acima da média do Brasil. “Com salários maiores, a população aumenta o poder de compra e de crédito, impulsionando serviços e indústrias”, justifica Sena.
Contudo, para que a valorização do salário não acabe, é necessário que ele continue crescendo com ganhos reais, de acordo com a política do governo. “Temos que recuperar o poder aquisitivo de antes porque, apesar do ganho real de 65% nos últimos 10 anos, o brasileiro ainda compromete a renda com alimentação e transporte”. Segundo cálculos do Dieese, o salário mínimo ideal deveria ser de aproximadamente R$2 mil. Além do salário mínimo, o Ministério do Planejamento apresentou as estimativas para outros índices econômicos no país. (Diário do Pará)
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