Belém está entre as dez capitais brasileiras com cesta básica mais cara. E nem é preciso de muitos números para constatar o aumento. Quem costuma ir sempre aos supermercados percebe que o dinheiro compra cada vez menos. A cesta básica completa está custando R$248,41 recheada de produtos que não cessam de aumentar. Para atender uma família composta por quatro pessoas, a cesta básica com os itens básicos custaria R$ 745,23. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA).
Em abril, a maioria dos produtos que compõem a cesta básica apresentou variações positivas de preços. O feijão teve reajuste de 12,93%; o óleo de cozinha de 7,89%; a manteiga de 3,98%; a farinha de mandioca de 1,94%; o café de 1,76% e o arroz de 1,30%. Poucos itens ficaram mais baratos. Os exemplos vão para o açúcar com queda de 2,04%; seguido da banana com 1,08% de recuo; o leite caiu 0,81% e o tomate com 0,75% de queda.
“Está muito mais caro, a carne então... Eu estou comprando mais frango para por no lugar da carne”, disse a atendente Dinair de Souza. Já Sandra Marli conta que está aproveitando as promoções para garantir mais comisa à mesa. “Todas as mercadorias estão caras. O preço vai aumentando e o dinheiro diminuindo, por isso estou aproveitando todas as promoção que aparecerem”, argumenta.
Mas os preços altos não terminam no setor de alimentação, segundo o porteiro Everaldo Maciel. “Comprei o quilo do feijão por R$6, mas não é só isso. O material de higiene também está muito caro. Daqui a pouco a gente não consegue comprar mais nada”, afirma. E já que o supermercado está mais caro, o jeito é cortar alguns itens da lista. “A gente tira os supérfluos, tipo o iogurte, e economiza para comprar o necessário que também está caro, como a batata e a cebola”, conta a professora Gisele Chaves. (Diário do Pará)
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