O preço do etanol acima da média nacional fez a Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça abrir, na quarta-feira, uma nova investigação sobre suposta formação de cartel dos postos de combustíveis no Distrito Federal.
Os técnicos acreditam ter reunido novos indícios de práticas contra a concorrência, que possibilitam a cobrança de altas margens de lucro. A averiguação atinge também o comércio de gasolina.
Essa é a terceira investigação que recai sobre os postos do DF, informou a SDE. A primeira foi feita em 2002 e resultou, dois anos depois, em aplicação de multa a duas redes e ao sindicato dos postos local, além de um compromisso de acabar com a prática. A averiguação seguinte foi arquivada por falta de provas.
De acordo com a SDE, as práticas desleais à concorrência vão desde a combinação dos preços por telefone até a pressão para aprovação, no Legislativo local, de leis que impeçam ou dificultem a instalação de novos postos de combustíveis.
A secretaria informou que enviou ofício ao Sindicombustíveis DF, além das distribuidoras BR, Ipiranga, Cosan, Shell e Alesat. O sindicato, a BR e a Raízen, que comercializa a marca Shell, disseram que ainda não receberam a notificação. (AE)
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