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Advogado da família de jovem quer diário de bordo

O advogado da família de Laís Santiago, Vicente Cascione, solicitou ao Consulado Geral do Brasil em Roma o diário de bordo que a jovem mantinha na cabine. Ele acredita que o livro pode ajudar nas investigações. Segundo o Itamaraty, a brasileira, que traba

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O advogado da família de Laís Santiago, Vicente Cascione, solicitou ao Consulado Geral do Brasil em Roma o diário de bordo que a jovem mantinha na cabine. Ele acredita que o livro pode ajudar nas investigações. Segundo o Itamaraty, a brasileira, que trabalhava como ajudante de garçom, pulou em alto mar, com a embarcação em movimento. Câmeras de monitoramento do navio Costa Mágica registraram o momento em que a garçonete saltou no mar, por volta das 2 horas da madrugada do último sábado.

Cascione agora tem o contato direto do procurador italiano responsável pela investigação do caso. Ele espera que com uma procuração de Maria Inês Santiago, mãe da tripulante, o acesso às informações seja mais rápido. O documento ainda precisa ser autenticado no Consulado Italiano. "Se o procurador não liberar o material solicitado, posso ir pessoalmente à Itália", disse.

Cascione já havia solicitado na segunda-feira que o órgão pedisse às autoridades italianas as imagens do salto dela para o mar e também as de momentos anteriores ao incidente. Ele também pede cópias dos depoimentos prestados, contatos de tripulantes próximos a Laís, além de informações sobre a rotina da jovem, como medicamentos que ela possa ter tomado durante a viagem. O advogado teve acesso ao notebook, que estava no quarto da casa onde a jovem morava em Santos, litoral de São Paulo. "No computador pode haver alguma informação que ajude nas investigações", disse.

A empresa Costa Cruzeiros ainda não entrou em contato com a família de Laís. Vicente Cascione afirma que as autoridades italianas também acreditam que uma falha grave foi cometida durante os procedimentos do transatlântico. "Se o navio é monitorado, alguém deveria estar vigiando a central 24 horas. Se não viram, foi negligência. Se viram, por que não avisaram o comandante para que parasse o navio e efetuasse o resgate? Procedimento obrigatório da legislação internacional. Se avisaram, a situação é ainda mais grave", explicou o advogado. (AE)

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