Segundo informações do site Terra, o advogado Luiz Flávio D'Urso, contratado pela família do empresário Marcos Matsunaga, afirmou nesta quinta-feira que o laudo do Instituto Médico Legal sobre o assassinato do ex-executivo da Yoki aponta para uma "reviravolta" no caso. De acordo com D'Urso, os dados levantados pela perícia contradizem a versão de Elize Matsunaga, assassina confessa de Marcos. Segundo o advogado, a vítima estava viva quando foi decapitada pela mulher. Procurada, a Polícia Civil não confirma, nem desmente as informações.
"O laudo aponta como causas mortis asfixia por sangue em consequência de uma decapitação. Esse sangue o asfixiou, levando-o à morte. Se estava respirando neste momento, ele, logicamente, ainda estava vivo", concluiu.
Em depoimento à polícia, Elize afirmou ter disparado em Marcos após uma discussão sobre uma suposta traição dele. Ela teria, ainda, esperado 10 horas, tempo para o corpo ficar endurecido e com sangue coagulado, e depois o levado para o quarto de empregada. Lá, com uma faca de cerca de 30 cm, Elize teria cortados os membros inferiores e superiores do marido, rasgando as cartilagens. Em seguida, disse ter cortado o tronco e a cabeça. Essa versão, de acordo com D'Urso, foi desmentida pelo laudo.
A perícia também aponta que o tiro desferido contra Marcos foi dado de cima para baixo. Como Elize é menor que o executivo, D'Urso alega que o dado contradiz a versão de que o disparo foi dado durante uma discussão do casal. Para ele, este pode ser um indicativo de que houve premeditação na execução do crime. "Para saber se ela arquitetou algo, é preciso continuar com as investigações", diz.
(DOL, com informações do site Terra)
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