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Dieese aponta aumento no preço de bebidas e frutas

Manter-se hidratado no próximo verão amazônico que já bate à porta dos paraenses não será tarefa fácil. Da água mineral aos sucos naturais, tudo está mais caro aponta levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeco

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Manter-se hidratado no próximo verão amazônico que já bate à porta dos paraenses não será tarefa fácil. Da água mineral aos sucos naturais, tudo está mais caro aponta levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA). Nos supermercados, a sessão das frutas tem sido uma das mais temidas pelos consumidores desde o início do ano.

Atenta às marcações, a aposentada Maria Rodrigues, 86, entre uma passada e outra dá uma conferida nos preços das frutas e acaba constatando que obedecer à recomendação médica de ingestão diária do produto está cada vez mais difícil. “Tá muito caro, não tá dando pra obedecer direitinho ao médico não. Um suco de melancia acaba muito caro não dá pra ser constante”, reclama dona Maria.

A professora Nadilene Jardim, 44, também está sentindo no bolso a diferença nos preços. Para manter a família abastecida por frutas ela gastava R$ 80 por semana. Agora, não volta do supermercado sem deixar no caixa pelo menos R$ 100. “É uma pena, mas a gente acaba tendo que selecionar o que vai levar. Não dá pra fazer a vontade dela [a filha] e levar de tudo”, lamenta.Segundo o Dieese/PA, os vilões do bolso do consumidor são mamão com alta de 68,18%; melancia com alta de 20,90 % e maracujá com alta de 11,50%.

Aparecem na lista ainda a manga rosa com um aumento médio de 10,36 %; a Sapotilha com alta de 9,59 %; a popular acerola com alta de 4,64% e a goiaba que aumentou 2,91 % em relação ao mesmo período do ano passado. Com o preço das principais frutas em alta, a subida de preço dos sucos é consequência. Dependendo do local da venda o preço varia entre R$ 1,50 a R$ 4,00. “A saída é gente fazer dieta de manequim. A verdade é que para equacionar o aumento dos preços com o ganho o final do mês, o trabalhador brasileiro precisa comer cada vez menos”, atesta o engenheiro Cleo Sousa. Entre outras bebidas, a situação não é diferente.

Quem não abre mão das vitaminas presentes na água de coco está desembolsando de R$ 2,50 a R$ 3,00, deixando um lucro líquido para os comerciantes, segundo o Dieese, de quase 100% em cada unidade vendida. Menos saudáveis e nem por isso menos caros, os refrigerantes em lata de 350 ml estão sendo comercializados nos supermercados da Grande Belém por preços que variam entre R$ 1,09 a R$ 1,49 (Tradicional/ DIET) dependendo da marca e do local de compra.

Nos bares, restaurantes e na venda por ambulantes na Grande Belém a lata de refrigerante pode ser encontrada com preços variando entre R$ 2,50 a R$ 3,50. Até a água mineral está na lista. Pelo levantamento do Dieese, nos Supermercados o copinho de 200 ml custa entre R$ 0,33 e R$ 0,35; já a garrafinha de 300 ml varia de R$ 0,49 a R$ 0,50 a unidade, valor que dobra nos bares e restaurantes a água dobra de preço.

(Diário do Pará)

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