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Dilma insiste que receita de Merkel é boa

A presidente Dilma Roussef desembarcou domingo (17) em Los Cabos, no México, para participar da reunião do G-20, segunda e terça-feira, preocupada com os destinos da zona do euro, a exemplo de todos os demais chefes de Estado. Nas suas intervenções, Dilma

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A presidente Dilma Roussef desembarcou domingo (17) em Los Cabos, no México, para participar da reunião do G-20, segunda e terça-feira, preocupada com os destinos da zona do euro, a exemplo de todos os demais chefes de Estado. Nas suas intervenções, Dilma vai insistir na tese de que a receita da chanceler alemã, Angela Merkel, de contenção de gastos, na verdade, é boa só para ela.

Prova disso, na avaliação da presidente, é o resultado do arrocho que tem sido aplicado aos demais países da região, sem resultado e que tem levado as coisas a só piorarem, nos últimos oito meses. A presidente defende a necessidade de se garantir investimentos, para evitar a recessão, que atinge diversos países da Europa, como a Espanha, Portugal e Grécia e ameaça França e Itália.

Os países, lembra a presidente, já começam a reagir à receita alemã. Dilma entende que o estímulo ao consumo é uma saída, porque ela faz girar a economia. Para a presidente, o caminho da recuperação da economia mundial não passa pela contenção de despesas, mas sim pela distribuição de renda com estímulo ao crescimento.

Em suas falas, a presidente Dilma vai voltar a bater na tecla da necessidade de reformulação dos organismos internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, assim como do próprio Conselho de Segurança das Nações Unidas. Na avaliação da presidente, a ampliação do aporte de recursos para o FMI depende da reformulação do organismo. Ela tem pregado ainda que os próprios países emergentes têm de aumentar esta contribuição para que se possa operar a salvação dos países europeus que estão em crise.

Dilma pretende reiterar também que a retomada do crescimento em nível global não pode depender apenas de medidas adotadas pelos países emergentes. No almoço em homenagem ao Rei da Espanha, Juan Carlos 2º, a presidente Dilma afirmou que “em um momento de crise é fundamental insistir em uma ação coordenada e solidária entre todos os grandes atores da economia mundial, em especial, uma ação coordenada e solidária entre os próprios países da Europa”.

Ela chegou a anunciar que esta é a mensagem que o Brasil levará à próxima Cúpula do G-20, no México: “A afirmação da importância do crescimento econômico e, simultaneamente, a tomada de medidas na área dos esforços macroeconômicos de estabilidade. Não há incompatibilidade entre as duas, pelo contrário. É necessário o crescimento para que o ajuste não seja feito em detrimento dos interesses dos povos dos países europeus e dos povos de todos os países do mundo”.

(Agência Estado)

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