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Erundina vive dia de pop star no Congresso

Cortejada por simpatizantes no gabinete e nos corredores do Congresso, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP) viveu ontem um dia de pop star, com direito a entrevista coletiva em sala de CPI, e com plenário lotado. A repercussão positiva da renúncia à pré-can

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Cortejada por simpatizantes no gabinete e nos corredores do Congresso, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP) viveu ontem um dia de pop star, com direito a entrevista coletiva em sala de CPI, e com plenário lotado. A repercussão positiva da renúncia à pré-candidatura a vice-prefeito na chapa com o petista Fernando Haddad deixou a deputada à vontade para engrossar as críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e até apostar no arrependimento dele. “O Lula é sensível, é intuitivo. Ele, a essas alturas, já deve ter percebido o fora que deu”, disse a deputada, para quem o ex-presidente cometeu traição não a ela, mas “a princípios”.

A saída dela do posto de vice na chapa para a prefeitura de São Paulo colocou o ex-presidente na berlinda. O padrinho de Haddad foi criticado por políticos de PT e PSB pelo erro de ceder ao capricho de Paulo Maluf (PP), selando a parceria com uma foto nos jardins da casa do adversário histórico.

O PSB eximiu-se de culpa no episódio da vice. “O erro é do Lula, que acha que pode tudo. Em São Paulo a conversa é diferente, o pode tudo dele é limitado porque há uma rejeição grande ao PT”, afirmou um dirigente do partido que pede anonimato para não comprar uma briga pública com o ex-presidente.

A renúncia foi mais lamentada no PT do que no PSB. Enquanto no partido de Erundina alguns dirigentes confessavam-se aliviados com a saída da “vice-bomba” que ninguém conseguiria calar, nos bastidores do PT o clima era de “viuvez”, a ponto de setores históricos ainda apostarem em nova reviravolta nos moldes de um “Fora Maluf, volta Erundina”.

Prova de que o assunto ainda está em aberto no PT é que o senador Eduardo Suplicy (SP) quer aproveitar a reunião plenária com Haddad para o debate do programa de governo no próximo sábado para rediscutir a questão. “A saída de Erundina tem de ser objeto de reflexão e a plenária será uma oportunidade para isso”, antecipou o senador, lembrando que ainda não há candidato a vice escolhido para substituí-la.

Cautelosa, a deputada direcionou seu protesto à parceria com Paulo Maluf (PP) e poupou Haddad. “A presença do Maluf só atrapalha, desqualifica, afasta as pessoas, tira a credibilidade de quem esta junto com ele, mesmo uma pessoa como o Haddad, que é o melhor candidato para São Paulo”, afirmou Erundina em coletiva à imprensa, momentos antes de ser interrompida pelo ex-líder petista Paulo Teixeira (SP) que fez questão de demonstrar solidariedade.

A parceria com Maluf é dada como fato consumado no PSB, independentemente da vice. A cúpula do partido avalia que a aliança vale a pena dentro da estratégia nacional de derrotar o PSDB onde ele é mais forte: na capital paulista.

(Agência Estado)

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