De acordo com uma alta fonte do governo, a orientação da presidente Dilma Rousseff ao Itamaraty é de esperar os desdobramentos da deposição do ex-presidente Fernando Lugo no Paraguai para se posicionar sobre o reconhecimento do novo governo do país vizinho. Isso porque, caso não haja uma mobilização popular em favor do ex-presidente, o povo paraguaio estará legitimando a ação do Congresso local.
O Brasil deverá agir sempre como membro da Unasul, sem tomar decisões unilaterais. Isso vale em relação as declarações sobre uma possível expulsão do Paraguai de órgãos multilaterais como a Unasul e o Mercosul. No caso de uma reação em massa no País e risco de uma guerra civil, os 12 países signatários pretendem atuar na mediação dos conflitos. Embora considere ilegítimo o rito sumário de impeachment de Lugo, a sensação do governo brasileiro é que o presidente perdeu o apoio popular após o episódio que terminou com a morte de 17 pessoas em uma disputa por terras na semana passada. (Agência Estado)
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