A escolha do ex-secretário municipal de Educação Alexandre Schneider (PSD) como candidato a vice-prefeito de José Serra (PSDB) deflagrou um embate entre tucanos ligados ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o grupo serrista. Um dia após o anúncio da vice, alckmistas fustigaram a escolha de Schneider e voltaram a atacar o chamado “chapão”, coligação firmada na eleição para vereador entre o PSDB e outros partidos que apoiam Serra.
O grupo que apoia o governador esperava ser contemplado com a indicação da vice, depois de ter perdido o embate que decidiu que o PSDB formaria aliança com outros partidos na chapa proporcional. Os alckmistas defendiam voo solo por avaliar que, coligado em uma chapa tão grande, o PSDB tende a perder cadeiras na Câmara Municipal.
O assessor especial de Alckmin Fábio Lepique atacou pelo Twitter o líder do PSDB na Câmara, vereador Floriano Pesaro, e membros da Executiva do partido pelas decisões do partido. “O @Floriano45 e os membros do diretório que votaram a favor do ‘chapão’ prestaram um desserviço ao PSDB. E nem a vice levamos!” Ao Estado, desabafou: “Perdemos tudo”.
José Aníbal, secretário estadual de Energia, protestou contra a indicação de Schneider. “Vai na direção contrária do que queria a militância da capital”.
Pesaro afirmou haver “uma estratégia de desestabilizar a campanha do Serra”, e tentou desqualificar as críticas. “Essa questão do Fábio (Lepique) é de uma falsidade moral sem precedentes. A palavra do José Aníbal é a de alguém que foi derrotado nas prévias e age de forma isolada”.
(Agência Estado)
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