A Policia Federal prendeu sexta-feira (6), pela manhã, Adriano Aprígio de Souza, sob acusação de ameaçar, por meio de mensagem via e-mail, a procuradora da República, Léia Batista de Oliveira, que investiga a máfia dos caça-níqueis em Goiás.
No processo, conhecido por Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, os procuradores Léia Batista e Daniel Salgado denunciaram 81 pessoas por crime de sonegação fiscal, peculato, violação de sigilo e formação de quadrilha.
De acordo com a PF, uma das três mensagens ameaçadoras, que foram recebidas pela procuradora, partiu da casa de Adriano em Anápolis, no interior de Goiás.
O SÓCIO OCULTO
Adriano de Souza é ex-cunhado de Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, apontado como chefe da Máfia dos caça-níqueis, e que está preso desde o mês de fevereiro.
O ex-cunhado é apontado como sócio oculto de Cachoeira na farmacêutica Vitapan, com sede em Anápolis.
A empresa, de acordo com a denúncia da Polícia, teria sido empregada na lavagem de dinheiro.
O delegado Raul Alexandre, da PF, afirmou que Adriano Aprígio de Souza ficará preso por um prazo de 10 dias, por ameaça e coação à procuradora. Explicou, ainda, que poderá sair antes, a partir de habeas corpus (HC). Ou, ver o prazo de prisão ampliado, a partir dos novos rumos das investigações.
“Rastreamos os e-mails e assim chegamos até o apartamento do Adriano”, ressaltou o delegado. “Lá, além de efetuar a prisão também apreendemos um computador”.
PROTEÇÃO POLICIAL
Raul Alexandre afirmou, ainda, que a procuradora vem recebendo proteção policial e foi cercada por outras medidas de segurança
Comentou o delegado, Raul Alexandre, que as mensagens começaram a ser recebidas pela procuradora no dia 13 de junho. Eram todas ofensivas, ameaçadores, e empregavam “palavras de baixo calão”, disse ele.
O primeiro e-mail disse, entre outras coisas: “Não sou burro, sei que serei identificado, mas vou provar que sou inocente, que sou trabalhador e vítima ao ser equiparado aos demais denunciados”
No segundo, dia 23 de junho, o autor frisou: “Sua vadia ainda vamos te pegar. Cuidado, você e sua família correm perigo”.
Um e-mail foi enviado a partir de apartamento
O teor e a data do terceiro e-mail não foram informados. Porém, o delegado da PF garante que pelo menos um dos três e-mails foi enviado a partir do apartamento onde mora Adriano Aprígio, em Anápolis, distante 64 quilômetros de Goiânia (GO).
MOSSORÓ
O MPF em Goiás quer a volta de Carlinhos Cachoeira, atualmente preso na Papuda, em Brasília (DF), para o presídio de segurança máxima de Mossoró (RN).
Ontem, o procurador Carlos Alberto Vilhena pediu a anulação da decisão, do Tribunal Federal de Recursos (TRF1) - a mesma que transferiu o bicheiro, de Mossoró, para o Distrito Federal.
(Agência Estado)
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