O presidente nacional do PTB e pivô das denúncias do escândalo de compra de votos de parlamentares, conhecido como mensalão, o ex-deputado federal Roberto Jefferson afirmou à Agência Estado que “está na hora de se julgar o caso e de virar essa página da história”, numa referência ao início do julgamento do caso no STF, previsto para começar no dia 2 de agosto.
Fumando um charuto no bar de um hotel de luxo na capital paulista, o ex-deputado disse estar sereno com o processo e pediu que os ministros do STF “não se contaminem pelo sentimento político” criado pela aproximação do término do processo na justiça. O presidente do PTB disse que pelo que ouviu dos políticos, o julgamento será jurídico.
Jefferson estava no mesmo hotel onde o ministro Guido Mantega reuniu-se com empresários na tarde de sexta-feira (6), na capital paulista, mas disse que não conversou com o ministro.
Sobre o pleito de São Paulo, Jefferson comemorou a aliança de seu partido com o PRB, do deputado Celso Russomanno, no pleito deste ano, com a indicação de seu correligionário, o presidente licenciado da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D’Urso. “A aliança é boa, pois criou-se uma alternativa à dicotomia de ou PSDB ou ou PT”, disse. “Chega dessa polarização que afeta o Brasil”, concluiu o deputado, que diz seguir fazendo viagens políticas pelo Brasil.
OPINIÃO DE MAIA
O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT/RS), que não acredita em prejuízos ao PT em consequência do julgamento do mensalão. No entanto, Maia advertiu para que o julgamento do caso, às vésperas das eleições municipais no Brasil, não se misture com o debate político-eleitoral. Por essa razão, Maia, que concedeu entrevista à Agência Estado, em Buenos Aires, onde realiza reuniões de trabalho com o presidente do parlamento argentino, disse esperar um julgamento o mais transparente possível, com dados técnicos, sem politização.
O deputado disse que é preciso diferenciar ambos os processos. “Eleição é uma coisa, onde se discute o projeto municipal e quem é o melhor para administrar; já o julgamento do mensalão é outra coisa, e faz parte do processo histórico de nosso País”, afirmou Maia disse que a população deve saber separar os dois casos, sendo que, no primeiro deles, “o povo brasileiro terá condições de definir quem serão aqueles que vão administrar os municípios, porque é neles onde estão os principais problemas, e onde as pessoas vivem, e onde precisam ser feitas as mudanças e as transformações para melhorar a vida das pessoas”.
(Agência Estado)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar