plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 24°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS BRASIL

Demóstenes diz no Senado que não é mentiroso

A dois dias da votação secreta do processo que pode levá-lo à cassação, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) afirmou nesta segunda-feira que não mentiu da tribuna do Senado no dia 6 de março, quando fez seu primeiro pronunciamento em plenário. Na

twitter Google News

A dois dias da votação secreta do processo que pode levá-lo à cassação, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) afirmou nesta segunda-feira que não mentiu da tribuna do Senado no dia 6 de março, quando fez seu primeiro pronunciamento em plenário. Na ocasião, ele admitiu manter apenas uma relação de amizade com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Segundo Demóstenes, nenhuma das acusações a que responde configura quebra de decoro parlamentar, passível de perda de mandato.

O senador de Goiás reafirmou que era amigo de Cachoeira e que recebeu presentes, como um fogão e uma geladeira de casamento. Os presentes, ressaltou, não trouxeram qualquer "vantagem indevida". A mentira é um dos fundamentos do voto do relator do Conselho de Ética, Humberto Costa (PT-PE), para sugerir a cassação dele.No pronunciamento, o senador disse que participou de centenas de negociações políticas, em nenhuma delas descumpriu acordo de votações. "Por isso não me chamem de mentiroso até porque não sou", afirmou o senador, no sexto discurso que faz desde a segunda-feira da semana passada, quando rompeu o silêncio em plenário e tem feito discursos diários para tentar evitar a perda de mandato. A fala, de 25 minutos, foi acompanhada por dez senadores.

Pela primeira vez na série de discursos, Demóstenes levantou a tese de que mentir em plenário não é motivo de quebra de decoro. Segundo ele, os senadores podem falar o que quiser na tribuna, pois são invioláveis no que dizem. O senador ressaltou ainda que em "nenhum trecho" mentiu aos pares no discurso de março. Para ele, difundiu-se erradamente desde 2000, quando perdeu o mandato o único senador cassado da história, Luiz Estevão (PMDB-DF), que a mentira é motivo suficiente para a perda de mandato.

Para o senador, a representação do PSOL que pediu abertura de processo contra ele é inepta e só não foi arquivada sumariamente por causa da pressão da "mídia". "Sua fragilidade é tão flagrante que proporcionou situações bizarras, como a luta da defesa para descobrir pelo que eu mesmo estava sendo representado e um esforço hercúleo do relatório do conselho, que na ausência de provas e fatos, teve de partir para o exercício da imaginação", criticou.Demóstenes repetiu sua tese de que foi alvo de uma investigação ilegal, vazada posteriormente de forma "criminosa". Além disso, ressaltou, não haveria provas de conduta incompatível com o mandato parlamentar. "É questão de honra e de vida. A maioria do Senado vai reconhecer que eu não quebrei o decoro", afirmou.

(Agência Estado)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Brasil

    Leia mais notícias de Notícias Brasil. Clique aqui!