Em discurso na abertura do Congresso Nacional da CUT, o presidente da central, Artur Henrique, relembrou o episódio do mensalão ao falar sobre a destituição do ex-presidente do Paraguai Fernando Lugo. “Esse ataque à democracia pode acontecer no Brasil. Ou não foi isso que tentaram neste País em 2005? Ou não tentaram depor e derrubar o presidente Lula com o apoio da imprensa?”
Henrique afirmou que os setores conservadores não precisam mais de “velhas formas” para derrubar presidentes eleitos democraticamente. “Basta aprofundar o processo eleitoral elegendo um Congresso conservador para se utilizar da legislação para derrubar um presidente.”
Henrique destacou que a CUT tem um lado nestas eleições: “Não vamos permitir o retrocesso, a volta dos tucanos, do PSDB, ao governo e aos governos”.
‘O candidato tucano à Prefeitura de São Paulo, José Serra, disse que “não é função de uma entidade de classe” fazer protestos como o defendido pelo futuro presidente da CUT, Vagner Freitas - o sindicalista disse que a central pode ir às ruas se o julgamento do mensalão for “político”.
“Tem que definir primeiro o que é político, no entender dele. Político, provavelmente, é o que o contraria. Só pode ser isso”, criticou Serra.
(Agência Estado)
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