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Isolar prefeito acusado é a estratégia petista

Diante do vídeo que mostra o prefeito de Palmas, o petista Raul Filho, negociando com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, a cúpula do PT vai insistir que o prefeito nunca foi um quadro histórico do partido. A estratégia é tentar is

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Diante do vídeo que mostra o prefeito de Palmas, o petista Raul Filho, negociando com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, a cúpula do PT vai insistir que o prefeito nunca foi um quadro histórico do partido. A estratégia é tentar isolar Raul Filho, deixando claro que seu envolvimento com o bicheiro não faz o PT sangrar. A tendência é que Raul Filho seja expulso do partido depois da abertura de processo na Comissão de Ética do PT. Parte da direção do PT defende que esse processo seja concluído somente depois das eleições municipais de outubro deste ano.

Flagrado em conversa com o bicheiro, em 2004, Raul Filho depõe nesta terça na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira para explicar suas relações com a organização criminosa. No depoimento, os petistas não pretendem blindar seu companheiro de partido. Pelo contrário: a tática será frisar que Raul Filho é uma figura de menor importância dentro do PT. A ideia é não dar “munição” para oposição atacar os petistas. A tática é deixar o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, permanentemente na berlinda sob a acusação de envolvimento com o esquema ilegal de Cachoeira.

No processo de “desconstrução da imagem” do prefeito de Palmas, integrantes da direção nacional partido fazem questão de lembrar que Raul Filho já passou por legendas como a Arena, o PFL, o PSDB e o PPS, antes de desembarcar no PT, em 2003, com as bênçãos do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2004, Raul foi eleito prefeito de Palmas pela primeira vez.
Petistas rememoram ainda que, em abril do ano passado, Raul Filho e sua mulher, a deputada estadual Solange Duailibe, chegaram a ser expulsos do PT pelo Diretório Estadual de Tocantins. Mas em junho, a Direção Nacional do partido suspendeu a decisão, anulando a expulsão dos dois.

O prefeito e sua mulher foram expulsos sob a alegação de infidelidade partidária: ambos apoiaram a candidatura de João Ribeiro, do PR, ao Senado, contra o candidato petista Paulo Mourão, nas eleições de 2010.

No depoimento previsto para esta terça, o PT não armou nenhum esquema para defender Raul Filho. A avaliação de parte dos integrantes do partido é que o prefeito “tem culpa no cartório”. “Vamos ouvir o que ele tem a falar”, disse o líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (SP).

“Ele tem que dar explicações Mas todos os indicativos são de que ele não está envolvido com a organização criminosa”, afirmou o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).

Em vídeo exibido há uma semana pelo programa “Fantástico”, da Rede Globo, Raul Filho expõe possíveis chances que poderiam ser exploradas por Cachoeira nos serviços públicos de Palmas em troca de dinheiro para a campanha política de 2004. Foi quase uma hora de conversa com o contraventor goiano.

(Diário do Pará)

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