plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 24°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS BRASIL

Cassado mandato de Demóstenes Torres

Três meses após dizer que era apenas “amigo do empresário” Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) foi cassado ontem sob a acusação de mentir aos colegas, receber vantagens indevidas e de usar o mandato pa

twitter Google News

Três meses após dizer que era apenas “amigo do empresário” Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) foi cassado ontem sob a acusação de mentir aos colegas, receber vantagens indevidas e de usar o mandato para defender os interesses do contraventor nos três Poderes. Numa votação secreta que durou apenas três minutos, após quase três horas de sessão de julgamento, Demóstenes recebeu 56 votos favoráveis à perda de mandato, 19 contrários e cinco abstenções. Apenas o senador Clóvis Fecury (DEM-MA) não participou da sessão, por ter tirado uma licença particular.

Com a decisão, Demóstenes fica proibido de disputar cargos públicos até 2027, uma pena imposta pela Lei da Ficha Limpa, da qual ele foi o relator. Por ela, os direitos políticos de um parlamentar cassado são suspensos por oito anos a partir da data em que o mandato encerraria. No caso de Demóstenes, fevereiro de 2019.

O ex-senador por Goiás, um ex-líder do Democratas conhecido nacionalmente pelo seu discurso em defesa da ética e que chegou a sonhar em alçar voos presidenciais em 2014, entrará para a história da Casa como o segundo parlamentar a ter o mandato cassado por quebra de decoro. Antes dele, Luiz Estevão (PMDB-DF) perdeu o mandato acusado no ano de 2000 de mentir sobre seu envolvimento nos desvios da obra do Fórum Trabalhista de São Paulo.

No oitavo discurso que fez em plenário desde a semana passada, o ex-senador chegou a pedir clemência aos colegas. Em vão, cobrou mais prazo para que fosse julgado, ao argumentar que era necessária a realização de perícias nas gravações telefônicas que revelaram seu envolvimento com Cachoeira. Mais uma vez, ele alegou ter sido investigado ilegalmente por três anos sem autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) e, não fosse pouco, os grampos contra ele usados no processo de quebra de decoro nada provaram.

No momento mais ousado do pronunciamento de 35 minutos, o ex-senador pediu tempo para provar a inocência, assim como fez o relator do processo contra ele no Conselho de Ética, Humberto Costa (PT-PE).

(Agência Estado)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Brasil

    Leia mais notícias de Notícias Brasil. Clique aqui!