Logo após o resultado da cassação de Demóstenes Torres, senadores aproveitaram as redes sociais para divulgar a posição que, segundo eles, assumiram na votação secreta. Parlamentares também defenderam, antes e depois do julgamento, que o Congresso Nacional aprove uma proposta de emenda constitucional que institui o voto aberto para votações de perda de mandato.
Os senadores Marta Suplicy (PT), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), Jorge Viana (PT), Roberto Requião (PMDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB) manifestaram no Twitter seus votos. Demóstenes recebeu 56 votos dos 41 necessários para cassá-lo.
Marta afirmou que já havia antecipado seu posicionamento e se manifestado contra a “contínua manifestação de duas personalidades” de Demóstenes. “Já havia me manifestado em voto aberto na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) sobre Demóstenes. Votei pela cassação”. Por fim, elogiou o relatório de Humberto Costa: “Justo e no ponto. Não merecia o questionamento absurdo feito pelo acusado. Ficou mal”.
Já Aloysio Nunes foi sucinto ao declarar que votou pela cassação de Demóstenes. Jorge Viana citou a Bíblia e fez uma reflexão, com elogios velados a Demóstenes. “Pra refletir: o Senado sai maior, parlamentares nem tanto. Demóstenes, grande líder oposição, referência de parlamentar e moralidade, foi cassado”.
A senadora Ana Amélia (PP-RS) disse que um “legado importante” do processo contra Demóstenes foi o fato de o plenário do Senado ter aprovado, em dois turnos, uma proposta para acabar com o voto secreto.
(Agência Estado)
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