Integrantes da CPI do Cachoeira lutam contra o esvaziamento da comissão após a cassação do mandato de Demóstenes Torres (ex-DEM, sem partido-GO), vista por parte dos parlamentares como reação já suficiente do Congresso diante dos escândalos envolvendo o contraventor. A aposta é tentar dar fôlego à investigação após o recesso, convocando os deputados federais que mantiveram alguma relação com Cachoeira.
A CPI já conta com uma lista de cerca de uma dezena de convocações polêmicas aprovadas, entre elas a de Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, apontada como “usuária” dos serviços de Cachoeira para obter contratos públicos, e do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antonio Pagot, que já deu declarações que atingem tanto petistas quanto tucanos. As aprovações ocorreram, porém, só após acordo que permite dispensar as testemunhas caso elas consigam habeas corpus para não precisar responder a questões dos parlamentares. Daí a aposta nos deputados.
Poupados até agora pelas investigações da comissão de inquérito, os deputados Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), Sandes Júnior (PP-GO), Rubens Otoni (PT-GO) e Stepan Nercessian (PPS-RJ) deverão explicar seu envolvimento com o contraventor. Por enquanto, apenas Leréia está com a cabeça a prêmio e poderá tornar-se alvo de investigação por falta de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Câmara. Sandes Júnior e Otoni foram liberados pela Corregedoria da Casa, que determinou o arquivamento das denúncias contra ambos.
(Agência Estado)
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