Nanico no Congresso e com presença forte em algumas assembleias legislativas. Assim nasce o Partido Ecológico Nacional (PEN), a 30ª legenda do cenário político nacional. Depois de obter seu registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) há exatamente 30 dias, o partido termina nesta quinta a "caça" a políticos com mandato que desejam migrar e manter os cargos por serem considerados fundadores. Com a menção ao ambientalismo no nome, o partido tem ainda ligação com lideranças evangélicas, principalmente da igreja Assembleia de Deus. Por ter sido criado somente neste ano, não poderá disputar as eleições municipais.
O PEN é o primeiro partido criado depois do sucesso obtido pelo PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Além de agregar mais de 50 deputados federais, o partido de Kassab conseguiu na Justiça acesso ao fundo partidário e ao precioso horário eleitoral gratuito proporcional ao tamanho da bancada. Para o novato, porém, o sucesso não foi tão expressivo. Até quarta, o deputado federal Fernando Francischini (PR) foi o único a confirmar a ida para a nova legenda. Suplente, mas no exercício do mandato, João Caldas (AL) é outro aguardado. Ambos deixam o PSDB.
"É um trabalho muito grande criar um partido hoje com essas regras. Foram seis anos de trabalho e eu não sou prefeito de nenhuma cidade gigante. Se todos tivessem que passar por essa fase da coleta de assinaturas hoje, dos 30 partidos ia sobrar só uns 10", diz Adílson Barroso, ex-deputado estadual em São Paulo, que é o presidente nacional do PEN.
Ele conta que chegou a ter 12 deputados federais "comprometidos" com o novo partido, mas que a pressão das legendas rivais esvaziou a bancada. Entre os nomes que foram especulados nos últimos dias como possíveis filiados estão Romário (PSB-RJ) e Jaqueline Roriz (PMN-DF), que no ano passado escapou de processo de cassação após aparecer em um vídeo recebendo um pacote de dinheiro do delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa. Barroso não revela os nomes, mas diz que recusou a filiação de alguns parlamentares.
Se no cenário federal a força é pequena, o partido será peça importante do jogo político em pelo menos três unidades da federação. No Acre e na Paraíba o PEN passa a ter a maior bancada e filiou os presidentes das Assembleias Legislativas, Elson Santiago e Ricardo Marcelo. No DF, o secretário de Justiça, Alírio Neto, comandou a montagem do partido que chegou a quatro deputados distritais, menor apenas do que a bancada do PT do governador Agnelo Queiroz.
(Agência Estado)
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