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Serra vê nazismo em militância do PT

Ao fim da segunda semana de campanha para a Prefeitura de São Paulo, o candidato José Serra (PSDB) subiu o tom de suas críticas ao PT e comparou militantes do partido rival a tropas nazistas que participaram da implantação do regime de Adolf Hitler (1933-

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Ao fim da segunda semana de campanha para a Prefeitura de São Paulo, o candidato José Serra (PSDB) subiu o tom de suas críticas ao PT e comparou militantes do partido rival a tropas nazistas que participaram da implantação do regime de Adolf Hitler (1933-1945). Um dia antes, o presidente municipal do PT havia chamado de “fascistas” um grupo de jovens do PSDB.

Serra afirmou que pessoas ligadas ao PT fazem campanhas difamatórias na internet e disse que essas atividades se assemelham a operações das Sturmabteilung (“tropas de assalto”), milícias paramilitares nazistas conhecidas pela sigla SA. “Basta olhar o jogo sujo (do PT) na internet, a tropa organizada, uma verdadeira tropa de assalto na internet. A SA nazista tem outra configuração no Brasil atual. É via internet”, disse em um encontro com candidatos a vereador e cabos eleitorais na sede estadual do PSDB.

O tucano atribuiu sua preocupação a mensagens agressivas que diz receber nas redes sociais e acusou seus rivais de manterem “blogs sujos”, pagos pelo PT, para difundir informações contra sua candidatura. “Os blogs sujos, essa tropa toda veio dizer que eu era contra os ônibus”, disse o tucano.

Procurado pela reportagem, o candidato petista Fernando Haddad não quis comentar as declarações de seu rival. “Quem tem uma militância paga é o PSDB”, respondeu o presidente municipal do PT, Antonio Donato, que acusa os tucanos de terem criado uma rede de perfis falsos na internet para disseminar ataques contra a candidatura de Dilma Rousseff em 2010. Sobre as declarações de Serra, Donato disse que o tucano “convive mal com as críticas”.

O presidente petista havia classificado como “fascista” um protesto de jovens tucanos contra o candidato de seu partido, Fernando Haddad.
Serra defendeu os manifestantes. “Não tem orientação partidária, mas também não tem nada de errado chegar e protestar.”

ESTRATÉGIA

Normalmente, em discursos dirigidos a militantes do PSDB, Serra costuma atacar diretamente o PT. É uma estratégia para reforçar o engajamento dos tucanos na campanha e polarização da disputa entre os dois partidos. Ontem, acusou os petistas de recorrer à violência física em campanhas eleitorais. “Outra questão é a questão da violência e da baixaria. Eles têm tradição nisso”, disse. “(Em 2010), eu sofri pancadaria no Ceará, no Rio de Janeiro e aqui em São Paulo.”

Apesar das fortes críticas, Serra disse que a campanha deve ser marcada pelo debate sobre a cidade. “Tudo o que eu quero é que o debate fique centrado nos problemas da cidade”, afirmou. “Temos adversários que não têm muitas ideias, a maioria deles. Ficam lendo tudo o que eu falo, copiam e mudam o nome.”

INFANTARIA 45
Preocupado com os ataques à candidatura de José Serra na internet, o PSDB montou um grupo batizado de “Infantaria 45” para divulgar propostas do tucano e responder às provocações de adversários - em especial, o PT. O grupo é coordenado pelos líderes da juventude do PSDB e formado principalmente por jovens militantes do partido.

“Nosso objetivo não é atacar, é fazer uma campanha propositiva e discutir as melhores soluções para São Paulo”, afirmou o secretário nacional de Juventude do PSDB, Wesley Goggi. A ação da “infantaria” será voluntária, mas os militantes receberão orientações e missões diárias da equipe de campanha. Na sexta-feira (13), por exemplo, quando petistas lançaram no Twitter a campanha “13 dá sorte”, em alusão ao número do PT na urna eletrônica, os tucanos passaram a difundir a expressão “13 dá azar”.

Esquenta o clima de polarização em São Paulo

Neste início oficial de corrida à Prefeitura de São Paulo, a forte polarização entre o PT de Fernando Haddad e o PSDB de José Serra fica cada dia mais evidente. No mais recente embate entre as duas siglas, o mote é a liberação de verbas pelo Ministério da Educação, na gestão do candidato petista. Em entrevista exclusiva à Agência Estado, o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), acusa a gestão do ex-ministro de ter 'partidarizado' as verbas do MEC, através de um favorecimento maior a parlamentares do PT e da base aliada, em detrimento da oposição.
Em resposta, um dos coordenadores da campanha de Haddad, Chico Macena, diz que a crítica do dirigente tucano ocorre em razão da "tentativa de manipular dados (dessas liberações)". "Vemos também que a tendência é de polarização. Mas do nosso lado, a oposição é feita às claras, nas ruas, com argumentos sólidos. Essa tentativa de manipular dados, montar manifestações artificiais, não vai prosperar.

(Agência Estado)

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