As explicações da General Motors sobre a dispensa de funcionários na fábrica de São José dos Campos (SP) foram consideradas suficientes pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Ele disse que o importante é o saldo positivo de empregos da empresa e de todo o setor e avisou que não intermediará conflitos trabalhistas específicos.
Mantega destacou a importância da redução de IPI para a retomada das vendas de automóveis no País e anunciou que julho será recorde, com cerca de 360 mil unidades vendidas. Ele disse que foram comercializados 280 mil veículos em maio, número expressivo para o mercado mundial, mas um recuo para o Brasil. Em junho, já com o IPI menor, as vendas aumentaram para 353 mil unidades, o que mostra uma reação forte do mercado, segundo o ministro.
“Não temos os números fechados de julho, mas será o melhor julho da história. Portanto, o programa de estímulo está sendo muito bem sucedido”, afirmou. Mantega disse que o governo não cogita prorrogar a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis. “Não está em cogitação a prorrogação após agosto”, falou.
DEMISSÕES
A GM foi chamada pelo Ministério da Fazenda para prestar explicações sobre a ameaça de demissão de 1,5 mil funcionários da fábrica de São José dos Campos, onde a companhia pretende fechar uma de suas oito unidades, justamente a que produz automóveis.
Apesar da pressão do próprio Planalto, Mantega deixou claro que a equipe econômica analisa a situação do emprego de maneira geral e não por fábrica ou linha de produção. “Verificamos que a GM está com saldo positivo de empregos. Isso não significa que não houve demissões. Há problemas localizados em algumas fábricas”, informou o ministro, após encontro com o diretor da GM, Luiz Moan, que também está no cargo de presidente interino da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
Mantega ponderou que a discussão sobre os problemas trabalhistas cabe ao Ministério do Trabalho.
Moan argumentou que a situação dos trabalhadores da fábrica de São José é um caso pontual, provocado por realocação dos investimentos, mas garantiu que a empresa continua comprometida com a manutenção dos empregos. “Teremos reunião no dia 4, sábado. A GM espera receber do sindicato ideias sobre excedente de pessoal”. (AE)
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