A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para apurar o caso dos funcionários da empresa Norte Energia que foram mantidos reféns durante cinco dias por índios das etnias Juruna e Arara na Aldeia Maratu, no Pará. O pedido foi feito pela Norte Energia, responsável pela construção e operação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.
De acordo com informações repassadas pela PF à Agência Brasil, o inquérito foi instaurado pela delegacia de Altamira “tendo como base comunicação formal da Norte Energia que reclamou do fato de seus funcionários terem sido mantidos em cárcere pelos índios”. Os policiais já ouviram os reféns – dois engenheiros da empresa e um técnico terceirizado – e, na manhã de ontem (31), os líderes indígenas foram interrogados.
Em nota, a Norte Energia disse que, durante esses depoimentos, “ficou caracterizado o crime de sequestro”, praticado pelos índios, mas que não cabe à empresa recorrer à Justiça. Os funcionários da empresa e o técnico terceirizado foram detidos pelos índios na manhã do dia 24, quando iam apresentar o plano da empresa para a transposição do Rio Xingu. Segundo lideranças, os índios ficaram indignados com a falta de compreensão sobre a transposição pelo rio Xingu e para cobrar rapidez nas compensações indígenas decidiram impedir a saída dos engenheiros da aldeia. A libertação foi negociada pela Funai. Ontem, a Norte Energia informou que não enviará mais técnicos para as aldeias em Altamira.
(Agência Brasil)
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