Às vésperas do julgamento do mensalão no STF, o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares de Castro, 56 anos, e seus amigos, silenciaram. Homem de hábitos simples, fala mansa, detentor de um sorriso franco e jeito de tio honesto, Delúbio é amado por seus amigos. Mas não é visto em público, e ninguém fala sobre ele.
Localizado por e-mail, ele respondeu: "Referente a Ação Penal 470, solicito conversar com os meus advogados, dr. Arnaldo Malheiros ou dr. Celso Vilardi. Um abraço, Delúbio Soares".
Esta não é a primeira vez que o silêncio cerca o ex-tesoureiro e amigo pessoal do ex-presidente Lula. O escândalo estourou em 2005. Dois anos depois, Delúbio Soares foi colocado de escanteio Durante cerimônia de inauguração de uma fábrica de veículos, em 2007 em Anápolis (GO), sua presença foi dada como constrangedora. O irmão, Carlos Soares, vereador em Goiânia, ontem manteve os telefones desligados. Na véspera do julgamento no STF, outros amigos de Delúbio também silenciaram.
Como professor de Matemática, foi julgado e condenado por improbidade administrativa, em maio de 2010 pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) e condenado a devolver R$ 164,6 mil à Secretaria de Educação de Goiás, pelos 100 dias em que não exerceu sua função na rede de ensino público - nem bateu o ponto.
(AE)
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