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Homem tenta fugir de blitz e atropela mulher

A copeira Maria da Glória dos Santos, de 56 anos, foi atropelada no sábado à noite pelo engenheiro Carlos Eduardo Vieira dos Santos, de 29, que tentava fugir de uma blitz da Operação Lei Seca, de inibição do consumo de bebidas alcoólicas por motoristas, m

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A copeira Maria da Glória dos Santos, de 56 anos, foi atropelada no sábado à noite pelo engenheiro Carlos Eduardo Vieira dos Santos, de 29, que tentava fugir de uma blitz da Operação Lei Seca, de inibição do consumo de bebidas alcoólicas por motoristas, montada na Avenida Padre Leonel Franca, na Gávea, zona sul do Rio.

Ele foi preso em flagrante, mas, cerca de sete horas depois, liberado, depois de pagar R$ 4 mil de fiança e ser autuado por lesão corporal no trânsito e atropelamento na faixa de pedestre, com o agravante de não ter prestado socorro à vítima.

Maria da Glória, que mora na Cidade de Deus, seguia para um ponto de ônibus para voltar para casa depois do trabalho. Foi surpreendida pelo carro de Santos em marcha a ré e em alta velocidade.

Ele tentava fugir do bloqueio porque possivelmente tinha ingerido bebida alcoólica - o que não foi divulgado pela polícia. O engenheiro atropelou e arrastou Maria da Glória, que machucou o braço e ficou com escoriações pelo corpo, mas sem gravidade. O motorista tentou escapar.

Quando abordado por agentes da blitz, mais adiante, xingou e agrediu um deles, e se recusou a fazer o teste do bafômetro (o que é permitido pela legislação de trânsito). Por conta do comportamento, ainda irá responder por lesão corporal contra o agente, resistência à prisão e desacato. Levado para a delegacia da Gávea, Santos ficou retido até a manhã deste domingo, algemado.

O acidente, por volta das 23h30, teve diversas testemunhas - pessoas que estavam caminhando para o ponto de ônibus junto com Maria da Glória, que, como ela, trabalham num bufê. Elas disseram que o motorista aparentava embriaguez e que foram necessários vários agentes para contê-lo.

A copeira foi levada para o Hospital Miguel Couto, perto dali, e depois encaminhada para fazer exame de corpo de delito. Ela acusou o motorista de não ter parado o automóvel, um potente Hyundai Veloster, mesmo percebendo que a havia atingido.
(AE)

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