Foi encerrada, às 19h13, a 4ª sessão de julgamento do mensalão, pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ayres Britto. O caso será retomado nesta quarta-feira (8), com previsão de início às 14h, quando começam a falar os advogados de mais cinco réus. Até o momento, já foram ouvidas as defesas de dez réus do processo.
Durante o julgamento, os advogados de quatro réus do processo do mensalão, ligados a Marcos Valério, afirmaram que seus clientes desconheciam a prática de atividades ilícitas e negaram ter conhecimento sobre o suposto esquema de compra de votos no Congresso Nacional.
Um ponto polêmico da sessão, foi a saída da ministra Cármen Lúcia do julgamento, durante o intervalo. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de continuar o julgamento do mensalão com a ausência da ministra. Segundo Cavalcante, foi aberto um precedente para que outros ministros se ausentem durante as sustentações dos advogados. A ministra justificou a ausência dizendo que precisava ir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do qual é presidente.
Hoje, foram ouvidos os advogados do ex-chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu; do ex-presidente nacional do PT José Genoino; do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares; do publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado de ser o financiador do esquema; e do empresário Ramon Hollerbach, sócio de Valério em agências de publicidade. (DOL, com informações do site Último Segundo)
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