Representantes do PT e do PSDB foram à tribuna da Câmara negar seus mensalões. Mas não se esqueceram de acusar o adversário de envolvimento no escândalo, cada um a seu modo. O primeiro a renegar o a mensalão para seu partido foi o líder do PT, Jilmar Tatto (SP).
Ele lembrou o mensalão mineiro - a gênese do escândalo do PT, um esquema montado pelo publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza em 1998, e que, segundo o Ministério Público, visaria a arrecadar dinheiro de estatais para a campanha à reeleição do governador Eduardo Azeredo (PSDB).
Tatto disse que no mensalão mineiro só respondem perante o Supremo Tribunal Federal (STF) os que têm foro privilegiado.
Os outros vão para a primeira instância, ao contrário do processo ora em julgamento na Suprema Côrte, que envolve o PT. O líder petista chamou ainda a atenção para o fato de até hoje - 14 anos depois - o processo não ter sido julgado. Em seguida, ele provocou: “O mensalão mineiro foi o mensalão na época do governador (Eduardo) Azeredo, o envolvimento dos políticos do PSDB”.
E disse que o grande azar do PT foi tentar imitar o PSDB: “Se o PT copiou do PSDB, foi por isso que fez coisa errada, porque não pode copiar nada do PSDB que faz coisa errada”.
(AE)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar